Efeitos da urbanização sobre a diversidade de epífitas vasculares: evidências de homogeneização biótica

dc.contributor.advisorRamos, Flavio Nunes
dc.contributor.authorPierini, Maria Rita
dc.contributor.refereeFurtado, Samyra Gomes
dc.contributor.refereeAraujo, Matheus Lima de
dc.date.accessioned2025-12-17T13:53:08Z
dc.date.available2025-12-17T13:53:08Z
dc.date.issued2025-12-09
dc.description.abstractO crescimento das áreas urbanas provoca alterações profundas nos ecossistemas, fragmentando florestas e modificando microclimas, o que compromete a diversidade de espécies. Epífitas vasculares, altamente dependentes de condições microclimáticas estáveis, são especialmente sensíveis a esses distúrbios, tornando-se bioindicadoras da integridade ecológica. Este estudo avaliou os efeitos da urbanização sobre a riqueza, abundância e estrutura das comunidades de epífitas, comparando fragmentos florestais e árvores isoladas em áreas urbanas de Mococa (SP) e Pedralva (MG). Ao todo, 400 forófitos foram amostrados (200 por habitat em cada cidade), registrando-se as espécies de epífitas, suas respectivas famílias e abundâncias. A diversidade foi quantificada nas escalas alfa, gama e beta, e os dados foram analisados por meio de modelos lineares generalizados mistos bayesianos (GLMMs) no ambiente R. Foram registradas 90 espécies distribuídas em nove famílias. Orchidaceae foi a família com maior riqueza de espécies, enquanto Bromeliaceae apresentou a maior abundância. Nas cidades, embora a riqueza fosse menor, a abundância foi expressiva, dominada por poucas espécies, principalmente Tillandsia recurvata. Nos fragmentos, a riqueza e equitatividade foram maiores, com comunidades mais heterogêneas. A diversidade beta demonstrou que a rotatividade de espécies entre árvores urbanas é reduzida, evidenciando homogeneização biótica. Os resultados indicam que a urbanização simplifica as comunidades epifíticas, promovendo a hiperdominância de espécies tolerantes, enquanto os fragmentos preservam maior diversidade e complexidade estrutural. Assim, a conservação da flora epifítica urbana depende da proteção dos fragmentos remanescentes e do manejo de fatores locais que modulam os efeitos do filtro urbano.
dc.description.abstract2The expansion of urban areas causes profound changes in ecosystems, fragmenting forests and altering microclimates, which compromises species diversity. Vascular epiphytes, which depend heavily on stable microclimatic conditions, are especially sensitive to these disturbances and therefore serve as bioindicators of ecological integrity. This study evaluated the effects of urbanization on the richness, abundance, and community structure of epiphytes by comparing forest fragments and isolated trees in urban areas of Mococa (SP) and Pedralva (MG). In total, 400 phorophytes were sampled (200 per habitat in each city), recording epiphyte species, their respective families, and abundances. Diversity was quantified at the alpha, gamma, and beta scales, and the data were analyzed using Bayesian generalized linear mixed models (GLMMs) in R. A total of 90 species distributed across nine families were recorded. Orchidaceae was the family with the highest species richness, while Bromeliaceae showed the greatest abundance. In urban areas, although richness was lower, abundance was high and strongly dominated by a few species, particularly Tillandsia recurvata. In forest fragments, richness and evenness were higher, resulting in more heterogeneous communities. Beta diversity revealed that species turnover among urban trees is low, indicating biotic homogenization. The results show that urbanization simplifies epiphytic communities, promoting the hyperdominance of tolerant species, whereas forest fragments maintain greater diversity and structural complexity. Thus, the conservation of urban epiphytic flora depends on protecting remaining fragments and managing local factors that modulate the effects of the urban filter.
dc.description.additionalinformationTermo de autorização SEI 1695030
dc.description.physical66
dc.identifier.credential2021.1.05.015
dc.identifier.urihttps://repositorio.unifal-mg.edu.br/handle/123456789/3184
dc.language.isopt
dc.publisher.campiSede
dc.publisher.courseCiências Biológicas (Bacharelado)
dc.publisher.departmentInstituto de Ciências da Natureza
dc.publisher.initialsUNIFAL-MG
dc.publisher.institutionUniversidade Federal de Alfenas
dc.rightsinfo:eu-repo/semantics/openAccess
dc.rights.creativeCommonsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
dc.subject.cnpqCiências Biológicas
dc.subject.enEpiphytism
dc.subject.enUrbanization
dc.subject.enMulti-scale diversity
dc.subject.enForest fragmentation
dc.subject.enMicroclimate
dc.subject.pt-BREpifitismo
dc.subject.pt-BRUrbanização
dc.subject.pt-BRDiversidade Multi-escala
dc.subject.pt-BRFragmentação Florestal
dc.subject.pt-BRMicroclima
dc.titleEfeitos da urbanização sobre a diversidade de epífitas vasculares: evidências de homogeneização biótica
dc.typeinfo:eu-repo/semantics/bachelorThesis

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