Bioconcretos: estudo de matérias primas e rastreabilidade de bactérias
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Resumo
Este trabalho estudou duas vertentes aplicadas a Concretos de Pós Reativos (CPR). A primeira foi o uso de cápsulas de alginato de sódio para proteger a bactéria Lysinibacillus sphaericus, que pode ajudar na autocicatrização do concreto por meio da biomineralização. A segunda proposta foi avaliar a adição de pó de vidro moído, obtido de garrafas do tipo long neck, na substituição parcial e total da areia natural. As cápsulas de alginato foram produzidas com diferentes corantes (verde de malaquita, safranina e cúrcuma, além de água tônica), buscando facilitar a identificação da bactéria dentro do concreto (rastreabilidade do processo de biomineralização). Os resultados indicaram resistência ao processo de mistura e ao ambiente alcalino do CPR, mostrando que o encapsulamento pode manter a bactéria protegida e que a produção das cápsulas foi bem sucedida; porém, nenhum dos corantes usados apresentou contraste suficiente para permitir a rastreabilidade visual das cápsulas dentro do concreto. Na segunda parte, envolvendo o pó de vidro, três formulações de CPR foram preparadas, variando o percentual de substituição da areia em zero, 50 e 100% em massa. O vidro foi limpo, triturado, moído e peneirado até atingir granulometria adequada e compatível com a da areia utilizada na formulação. Os resultados mostraram que o pó de vidro pode ser incorporado ao CPR sem acarretar maiores dificuldades no processo de preparo e obtenção dos corpos de prova, desde que o material esteja bem moído e com distribuição de partículas adequada. Ainda, as propriedades físicas e mecânicas indicaram resultados muito semelhantes entre as composições (confirmados por análise estatística), mostrando que a utilização de pó de vidro oriundo de garrafas do tipo long neck é uma alternativa sustentável, já que esse resíduo muitas vezes não é totalmente reciclado.
