Interpretações da crise da dívida externa brasileira na década de 1980
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Resumo
A crise da dívida externa de 1980 vivenciada pelo Brasil expôs a dependência financeira do país referente aos recursos estrangeiros e a vulnerabilidade da economia interna perante o contexto internacional. O presente trabalho visa explicar como se deu a crise através das reflexões dos economistas Roberto Campos, Afonso Celso Pastore, Maria da Conceição Tavares e Celso Furtado, sendo os dois primeiros representantes da vertente econômica liberal e os dois últimos da vertente desenvolvimentista. A metodologia adotada é a revisão de literatura a partir da leitura de artigos e livros. O contexto histórico analisado trata-se dos anos de 1970 a 1990, com principal enfoque na década de 1980. Foi possível concluir que, segundo os autores, de modo convergente, a principal causa da crise do endividamento externo decorreu das políticas econômicas implementadas pelo governo brasileiro durante o regime militar, principalmente no governo de Geisel. As divergências concentram-se sobretudo na avaliação do uso dos recursos da dívida externa e na interpretação do papel do Estado, e embora todos reconheçam que o endividamento fragilizou a economia brasileira, diferem de forma profunda quanto às responsabilidades envolvidas e às soluções consideradas adequadas para enfrentar a crise.
