Ciências Econômicas

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  • ItemAcesso aberto (Open Access)
    Celso Furtado, a visão holística do desenvolvimento econômico e a importância do Ministério da Cultura
    (2025-12-17) Souza, Meirieli Jheinnifer; Bianconi, Renata; Silva, Roberto Pereira; Gambi, Thiago Fontelas Rosado
    Celso Furtado, renomado economista e intelectual, teve grande importância na formulação da teoria do desenvolvimento econômico. A sua grande contribuição está em incorporar a cultura à sua teoria sobre o desenvolvimento e subdesenvolvimento econômico. O presente ensaio possui como objetivo principal refletir sobre as relações entre cultura e desenvolvimento econômico no pensamento de Celso Furtado. Para isto, refletiu-se, também, sobre as raízes da formação cultural e econômica do Brasil e a relação da cultura e desenvolvimento econômico para Furtado. Tais reflexões acerca do seu conceito de cultura são necessárias, pois mostram a importância de entender a formação social e cultural da sociedade brasileira. A metodologia deste trabalho possui caráter qualitativo e está baseada em uma pesquisa bibliográfica sobre o tema da cultura em Celso Furtado, utilizando como fonte as suas principais obras sobre cultura. Ademais, este estudo considera que a participação de Furtado no Ministério da Cultura (MinC) é a expressão do encontro do eixo central de sua obra, no qual ele entende que o desenvolvimento não se trata apenas do viés econômico, mas é, principalmente, cultural e simbólico, com sua atuação como homem público. O ministério representaria, assim, a materialização mais profunda do seu desejo de superação do subdesenvolvimento.
  • ItemAcesso aberto (Open Access)
    O desempenho das exportações brasileiras de minério de ferro no comércio mundial: uma análise de Constant Market Share (CMS) de 2016 a 2024
    (2025-12-11) Pádua, Ana Terra Proença de; Franchini, Alinne Alvim; Franco, João Marcos Caixeta; Matos, Cirlene Maria de
    Este trabalho teve como objetivo analisar o desempenho do Brasil nas exportações de minério de ferro entre 2016 e 2024, através da metodologia do Constant Market Share (CMS) para explicar a variação do valor exportado e a evolução da participação brasileira no mercado mundial, ao longo de três períodos: Período I (2016–2018), Período II (2019–2021) e Período III (2022–2024). A análise considerou os principais destinos das exportações brasileiras, com destaque para China, Japão, Malásia, Omã e Países Baixos (Holanda). Os resultados evidenciam que, no comparativo entre o Período I e o Período II houve um aumento importante nas exportações brasileiras, impulsionado pelo crescimento do mercado internacional e por efeitos positivos de competitividade e distribuição, resultando em leve aumento do market-share de 16,25% para 16,61%. Já para os Períodos II e III, observou-se redução no efeito tamanho de mercado e distribuição negativa, indicando queda da demanda nos destinos tradicionais. Em contrapartida, o efeito o efeito competitividade cresceu de forma expressiva, elevando o marketshare de 16,61% para 31,77%. Esse avanço está relacionado a estratégias da Vale S.A., como centros de distribuição no exterior e a aquisição da Gulf Industrial Investment Company (GIIC) no Bahrein, que ampliaram a eficiência logística e reduziram custos. Além disso, ao avaliar o perfil dos principais concorrentes, observa-se que, embora a Austrália seja a maior produtora e exporte cerca de 97% de sua produção, seu minério possui menor teor de qualidade, evidenciando a vantagem competitiva brasileira baseada no maior valor agregado da commodity nacional.
  • ItemAcesso aberto (Open Access)
    Para além do ensino: estágio, extensão e demais atividades complementares e suas contribuições para a formação em Ciências Econômicas
    (2025-12-17) Vido, Leonardo Marchi; Souza, Kellen Rocha de; Rodrigues, Lora dos Anjos; Soares, Herick Vazquez
    A formação do economista ocorre em um ambiente marcado por rápidas transformações econômicas e pela crescente complexidade das demandas profissionais, exigindo a articulação consistente entre fundamentos teóricos e experiências práticas. Diante desse cenário, este trabalho analisa o papel das atividades complementares, entre elas o estágio, os projetos de extensão, as empresas juniores e as ligas acadêmicas, na formação do bacharel em Ciências Econômicas. Por meio de uma revisão de literatura, discutem-se as contribuições dessas práticas para o desenvolvimento de competências técnicas e analíticas, bem como para a integração entre teoria e prática e para a ampliação das oportunidades de inserção no mercado de trabalho. Também foi feito um relato pessoal sobre a importância do estágio. O estudo aponta que, embora o estágio não seja obrigatório segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais do curso, ele representa um componente formativo essencial, especialmente em razão das lacunas práticas ainda presentes na graduação e das exigências contemporâneas de qualificação profissional. Do mesmo modo, as demais atividades complementares também podem ter elevada relevância ao favorecer o protagonismo discente, o pensamento crítico e o compromisso social. Assim, conclui-se que incentivar a integração estruturada dessas experiências ao percurso acadêmico é fundamental para a formação de economistas mais completos, críticos e alinhados às exigências sociais e econômicas atuais.
  • ItemAcesso aberto (Open Access)
    Relação entre taxa de câmbio e balança comercial no Brasil: uma abordagem econométrica (2000–2024)
    (2025-12-16) Menezes, Bruno de Oliveira; Franchini, Alinne Alvim; Martins, Nildred Stael Fernandes; Simão, Sérgio Domingos
    Este trabalho analisa a relação entre a taxa de câmbio e o saldo da balança comercial brasileira, no período de 2000 a 2024, analisando empiricamente o impacto da taxa de câmbio sobre o saldo da balança comercial brasileira, considerando também o PIB e a taxa de juros. A pesquisa fundamenta-se em conceitos relacionados à taxa de câmbio e realiza um breve panorama econômico, com ênfase em indicadores relacionados ao comércio exterior, marcado por eventos como o boom das commodities, a crise financeira de 2008, a recessão de 2014–2016, a pandemia de COVID-19 e o conflito Rússia–Ucrânia. Metodologicamente, utiliza-se dados mensais do Banco Central do Brasil (BACEN), Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) e Bank for International Settlements (BIS), aplicando testes de raiz unitária, seleção de defasagens e estimação de um modelo VAR(4), complementado por análises de estabilidade, funções de resposta ao impulso e decomposição da variância. Os resultados indicam que a dinâmica da balança comercial é influenciada por sua trajetória passada e pelo PIB, enquanto a taxa de câmbio impacta no saldo comercial de forma mais gradual. Conclui-se, dessa forma, que o câmbio, embora relevante, não atua de forma isolada como mecanismo de ajuste externo, sendo apenas um entre vários determinantes que influenciam a dinâmica comercial brasileira.
  • ItemAcesso aberto (Open Access)
    Interpretações da crise da dívida externa brasileira na década de 1980
    (2025-11-28) Silva, Sacha Nicolau da; Gambi, Thiago Fontelas Rosado; Soares, Herick Vazquez; Battain, Janaína Fernanda
    A crise da dívida externa de 1980 vivenciada pelo Brasil expôs a dependência financeira do país referente aos recursos estrangeiros e a vulnerabilidade da economia interna perante o contexto internacional. O presente trabalho visa explicar como se deu a crise através das reflexões dos economistas Roberto Campos, Afonso Celso Pastore, Maria da Conceição Tavares e Celso Furtado, sendo os dois primeiros representantes da vertente econômica liberal e os dois últimos da vertente desenvolvimentista. A metodologia adotada é a revisão de literatura a partir da leitura de artigos e livros. O contexto histórico analisado trata-se dos anos de 1970 a 1990, com principal enfoque na década de 1980. Foi possível concluir que, segundo os autores, de modo convergente, a principal causa da crise do endividamento externo decorreu das políticas econômicas implementadas pelo governo brasileiro durante o regime militar, principalmente no governo de Geisel. As divergências concentram-se sobretudo na avaliação do uso dos recursos da dívida externa e na interpretação do papel do Estado, e embora todos reconheçam que o endividamento fragilizou a economia brasileira, diferem de forma profunda quanto às responsabilidades envolvidas e às soluções consideradas adequadas para enfrentar a crise.
  • ItemAcesso aberto (Open Access)
    Financiando o desenvolvimento econômico schumpeteriano: uma análise da atuação do BNDES nos ciclos governamentais entre 2003 e 2024
    (2025-12-09) Silva, Samuel Nelson Vargas da; Teixeira, André Luiz da Silva; Matos, Cirlene Maria de; Pereira, Fernando Batista
    Ao estudar a teoria schumpeteriana, visualiza-se que a inovação é central para o desenvolvimento econômico. Com isso em mente, o objetivo deste trabalho será o de compreender e analisar o comportamento do financiamento público à inovação através dos projetos apoiados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ao longo dos ciclos governamentais entre 2003 e 2024. A fim de contemplá-lo, fez-se o uso de um referencial que parte de estudos acerca do processo gerador da inovação que visualiza três componentes essenciais, sendo a cumulatividade, a interatividade e a incerteza, sendo esta uma das pontes que conecta a abordagem pós-keynesiana à (neo) schumpeteriana. Desta conexão, é possível apontar que há a presença da incerteza na decisão de inovar, fazendo com que os mecanismos de mercado nem sempre sejam suficientes em fornecer suporte ao processo inovativo. Carregando essa percepção para a lógica financeira, especialmente a brasileira, nota-se uma menor funcionalidade de seus elementos, em especial, a concessão de crédito. Neste sentido, os bancos públicos de desenvolvimento se mostram centrais no financiamento das atividades com elevado risco e incerteza, como a inovação. No país, uma das principais Instituições é o BNDES, sendo o objeto de análise da parte empírica deste trabalho. A metodologia parte dos dados disponibilizados pelo próprio Banco com período delimitado entre 2003 e 2024, captando os ciclos governamentais deste intervalo e analisando, sob a ótica descritiva, a quantidade de contratos e valores aprovados tanto para as atividades inovativas quanto para as demais atividades. O principal resultado foi que a atuação do BNDES segue as políticas presentes nos governos, tendo ascensão de suas atividades até o governo Dilma, forte queda para os governos Temer e Bolsonaro e posterior retomada no novo governo Lula, com a recente expansão marcada pelo financiamento à inovação.
  • ItemAcesso aberto (Open Access)
    A relação comercial Brasil–China entre 2009 e 2024: desafios e perspectivas para a inserção brasileira
    (2025-12-16) Marques, Luís Otávio Andrade; Martins, Nildred Stael Fernandes; Querino, Fabiane Fidelis; Miranda, Bernardo Pádua Jardim de
    A relação comercial entre Brasil e China ganhou destaque nas últimas décadas e passou a desempenhar papel central na dinâmica econômica brasileira, sobretudo pela forte presença de bens primários nas exportações brasileiras e de manufaturas nas importações oriundas da China. Nesse cenário, compreender como essa interação se insere nas Cadeias Globais de Valor e quais implicações traz para a estrutura produtiva nacional torna-se fundamental, especialmente diante das transformações recentes da economia mundial. Assim, este trabalho tem como objetivo analisar a evolução do comércio bilateral entre Brasil e China, considerando também o posicionamento de cada país nas Cadeias Globais de Valor e o grau tecnológico dos produtos comercializados de 2009 a 2024. Para isso, utilizaram-se dados de comércio exterior e indicadores tecnológicos, analisados por meio de métodos estatísticos descritivos e interpretação comparativa. Os principais resultados revelam que, embora o Brasil obtenha ganhos relevantes com a exportação de commodities, esse padrão reforça a especialização primária e amplia a dependência de produtos industriais chineses, dificultando o avanço em setores mais complexos. Além disso, os dados mostram que as importações provenientes da China se concentram em bens de média e alta tecnologia, o que evidencia um descompasso produtivo entre os países. De modo geral, o estudo indica que, apesar dos benefícios econômicos de curto prazo, a relação comercial atual desafia o Brasil a fortalecer sua base industrial e tecnológica para mitigar vulnerabilidades e se firmar na nova configuração geopolítica global.
  • ItemAcesso aberto (Open Access)
    O comportamento do consumidor de chocolates e a reduflação como estratégia de marketing
    (2025-11-18) Coldibeli, Carlos Eduardo Padilha; Frias, Lincoln Thadeu Gouvêa de; Gambi, Thiago Fontelas Rosado; Pereira, Fernando Batista
    O chocolate é um produto que possui relevância mundial e cujo mercado tem passado por transformações nos últimos anos. Nesse sentido, o presente trabalho tem como objetivo apresentar os aspectos gerais do mercado de chocolates no Brasil, analisando as características do comportamento do consumidor desse produto, com atenção especial à prática da reduflação como estratégia de marketing (a redução da quantidade de produto, porém com manutenção do preço). Como metodologia, será adotada a revisão de literatura a partir de fontes acadêmicas e referências jornalísticas. Dentre os resultados encontrados, está a ocorrência de uma segmentação desse mercado na atualidade e, por conta da pressão derivada da escassez do cacau, as empresas, a fim de manter a competitividade, muitas vezes praticam a reduflação, o que afeta, no modelo de comportamento do consumidor estudado, especialmente, as etapas de busca por informações e tomada de decisão, a partir da distorção do preço real.