Perfil de pacientes com artrite psoriásica em uso de Medicamentos Modificadores do Curso da Doença cadastrados no Componente Especializado da Assistência Farmacêutica de Alfenas
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Resumo
A Artrite Psoriásica (AP) é uma doença sistêmica inflamatória, crônica, musculoesquelética que atinge, aproximadamente, 40% dos pacientes com psoríase. Essa patologia apresenta inflamação nas articulações e dactilite acompanhada de entesite, além de espondilite e artrite periférica. O tratamento inclui formas não medicamentosas e medicamentosas. O tratamento medicamentoso para a AP compreende o uso de anti-inflamatórios não esteroides, glicocorticoides, imunossupressores, medicamentos modificadores do curso da doença sintéticos, medicamentos modificadores do curso da doença biológicos e medicamentos modificadores do curso da doença alvo específico. Tais tratamentos para a artrite psoriásica são fornecidos pelo Componente Especializado da Assistência Farmacêutica através do Sistema Único de Saúde, os quais são definidos em Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas. O presente trabalho teve como objetivo principal, analisar o perfil dos pacientes com AP, usuários de medicamentos modificadores do curso da doença, que estão cadastrados na Central de Distribuição de Medicamentos (CDM) do município de Alfenas, Minas Gerais (MG). Foi um estudo transversal, descritivo, com análise de planilhas de dados dos pacientes cadastrados na CDM de Alfenas, utilizando o Sistema Integrado de Gerenciamento da Assistência Farmacêutica. Os dados coletados se referem ao período de um ano compreendido de 01/05/2023 a 01/05/2024. O estudo mostrou que a AP afeta homens e mulheres de forma equilibrada, com predominância na faixa dos 51 aos 60 anos. Notou-se que o CID M07.0 é mais comum em mulheres, enquanto o M07.3 prevalece em homens. Quanto ao tratamento, o Adalimumabe é o medicamento mais utilizado, e o Etanercepte apresenta o maior tempo de uso contínuo. A alta taxa de manutenção da terapia inicial indica boa tolerância e eficácia prolongada dos fármacos. Além disso, o acesso aos medicamentos é facilitado pela proximidade geográfica e o acompanhamento é realizado majoritariamente por médicos reumatologistas.
