Experiências dos bancos comunitários e do e-dinheiro: uma outra economia é possível

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2025-11-04

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Resumo

Esta dissertação buscou investigar como os Bancos Comunitários se organizam e explorar os limites e potencialidades associados à utilização da plataforma E-Dinheiro no fortalecimento de suas práticas no contexto da Economia Solidária. O objetivo principal foi analisar as estratégias adotadas por essas instituições para ampliar seu impacto social e econômico em comunidades vulneráveis, destacando o E-Dinheiro como uma ferramenta de inovação tecnológica capaz de aprimorar suas operações e promover sua sustentabilidade a longo prazo. Destacar a função dos Bancos Comunitários não apenas como instituições financeiras, mas como instrumentos cruciais na luta contra a desigualdade econômica e na promoção de uma inclusão financeira mais justa e abrangente. A pesquisa foi desenvolvida em três etapas: análise do impacto social e econômico gerado pelos Bancos Comunitários, com base nos princípios da Economia Solidária; com foco na autogestão como uma resposta eficaz ao desemprego e à exclusão social; a segunda etapa aborda os papéis desempenhados pelos Bancos Comunitários bem como os desafios relacionados a sua sustentabilidade econômica; por fim, a avaliação do papel da plataforma E-Dinheiro, considerando sua contribuição para a eficiência operacional, a redução de custos e a ampliação do alcance das Moedas Sociais. A pesquisa fundamentou-se em revisão bibliográfica sendo complementada por entrevistas semiestruturadas com representantes de Bancos Comunitários e com Joaquim Melo, idealizador da metodologia dos Bancos Comunitários, das Moedas Sociais e do E-Dinheiro circulantes no Brasil, possibilitando uma compreensão crítica e contextualizada do tema. Identificou-se que a digitalização por meio da plataforma ampliou a autonomia e a capacidade de gestão dos bancos, além de fortalecer o comércio local e os laços comunitários. Os resultados evidenciam que o E-Dinheiro contribui para a inclusão financeira, para a circulação de recursos dentro dos territórios e para a consolidação das finanças solidárias como alternativa ao desenvolvimento das comunidades que eles estão inseridos.


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