Mestrado em Ciências da Reabilitação
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Navegando Mestrado em Ciências da Reabilitação por Orientador(a) "Reis, Luciana Maria dos"
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Item Acesso aberto (Open Access) Efeito da tDCS associada ao treino de marcha na função motora grossa, mobilidade e equilíbrio de crianças com paralisia cerebral: ensaio clínico piloto randomizado controlado(2025-12-17) Santos, Ana Elisa; Reis, Luciana Maria dos; Terra, Andreia Maria Silva; Braz, MarcosIntrodução: A paralisia cerebral (PC) decorre de uma lesão cerebral não progressiva ocorrida nas fases iniciais do desenvolvimento e resulta em alterações motoras permanentes, com impacto no controle postural e no padrão de marcha. A estimulação transcraniana por corrente contínua (tDCS) é uma técnica não invasiva pode modular a excitabilidade cortical e favorecer mecanismos de neuroplasticidade, podendo potencializar os efeitos do treino de marcha em crianças com PC. Objetivo: Investigar os efeitos preliminares da tDCS associada ao treino de marcha em esteira sobre a função motora grossa, a mobilidade e o equilíbrio de crianças com paralisia cerebral, bem como avaliar a viabilidade e a segurança da intervenção. Métodos: A dissertação foi composta por dois estudos: um ensaio clínico piloto randomizado controlado, com crianças de 4 a 12 anos com PC, alocadas em grupo experimental (tDCS associada ao treino de marcha em esteira) e grupo controle ativo (tDCS isolada), e um estudo de caso conduzido com uma criança com PC submetida ao mesmo protocolo. A intervenção consistiu em 10 sessões de tDCS anódica aplicada sobre o córtex motor primário (Cz), com intensidade de 1 mA por 20 minutos, duas vezes por semana durante cinco semanas. As avaliações foram realizadas no baseline e após a intervenção por meio da Medida da Função Motora Grossa (GMFM), Timed Up and Go (TUG), Pediatric Balance Scale (PBS) e Functional Mobility Scale (FMS). Resultados: No estudo piloto, observou-se aumento das médias dos desfechos avaliados, sem diferenças significativas entre os grupos, além de elevadas taxas de recrutamento e retenção e ocorrência apenas de eventos adversos leves e transitórios. O estudo de caso evidenciou melhora funcional clinicamente relevante, com avanços na sustentação da postura ortostática, mobilidade e participação. Conclusão: A associação entre tDCS e treino de marcha em esteira mostrou-se viável e segura em crianças com paralisia cerebral. Embora o ensaio clínico piloto não tenha demonstrado superioridade da intervenção combinada em relação à tDCS isolada, os achados clínicos e os dados preliminares subsidiam ajustes metodológicos e o delineamento de futuros ensaios clínicos, com estimativa de aproximadamente 44 participantes por grupo.Item Acesso aberto (Open Access) Teste de trilhas digital: instrumento para análise de função e aquisição de habilidade visomotoras em crianças em idade escolar(2025-12-15) Oliveira , Ana Flávia Felicioni de; Reis, Luciana Maria dos; Carvalho, Leonardo César; Braz, MarcosIntrodução: A infância é um marco importante no desenvolvimento motor e cognitivo. A função visomotora é a capacidade de coordenação entre percepção visual e ação motora, influenciando o desempenho escolar, a autonomia funcional e a participação social. A aquisição de novas habilidades acorre por meio de um processo de aprendizagem, caracterizado por mudanças na capacidade de executar atividades em função da prática, ocorrendo melhora do desempenho a cada tentativa e retenção após um intervalo de tempo. O Teste de Trilhas tem sido utilizado para avaliar funções cognitivas e motoras, como atenção, velocidade de processamento, flexibilidade mental, memória de trabalho e funções visomotoras, podendo ser utilizado no formato tradicional ou por meio de versões digitais. Objetivo: Verificar a confiabilidade e validade do Teste de Trilhas Digital na avaliação da função visomotora de crianças em idade escolar, bem como averiguar se este teste pode ser utilizado como um instrumento de análise na aquisição de uma habilidade visomotora por meio da estabilização de desempenho. Metodologia: Foram conduzidos dois estudos, sendo: (1) estudo no qual participaram 30 crianças em idade escolar (8–11 anos), com o objetivo de verificar a validade e a confiabilidade do Teste de Trilhas Digital em comparação ao teste tradicional com papel e caneta. O desempenho foi analisado quanto ao tempo de execução por dois avaliadores independentes, em procedimento teste-reteste com intervalo de 7 dias, utilizando a Correlação de Spearman e Coeficiente de Correlação Intraclasse para análise. (2) Estudo com 30 crianças em idade escolar (8–11 anos) no qual foram realizadas 10 repetições do Teste de Trilhas Digital, com registro de tempo de execução, seguidas de reaplicação após 15 minutos e aplicação de uma versão espelhada, a fim de avaliar os processos de aquisição, consolidação e retenção de uma nova habilidade visomotora. Resultados: No estudo 1, a análise de validade revelou correlações significativas de baixa a moderada para o tempo de execução no momento do teste (CC=0,45-0,55; p<0,05) e moderada a alta no reteste (CC=0,53-0,72; p<0,05). Na análise de confiabilidade observou-se correlações baixas e não significativas para a variável tempo, com exceção do reteste entre avaliadores (CCI = 0,25; p= 0,02) e de teste e reteste para o avaliador 2 (CCI = 0,30; p= 0,01). No estudo 2, observou-se redução progressiva e significativa (p<0,05) no tempo de execução do teste até a 4ª repetição, indicando ganho de habilidade em realizar a tarefa, a estabilização ocorreu entre a 6ª e 9ª repetições (p>0,05), sugerindo aprendizagem. A reaplicação do teste após 15 minutos mostrou manutenção dos dados de estabilização (p>0,05), demonstrando retenção da tarefa aprendida. Na aplicação do teste espelhado, observou-se aumento significativo do tempo execução (p= 0,000), indicando maior dificuldade após aumento da complexidade da tarefa. Conclusão: O Teste de Trilhas Digital mostrou-se viável para avaliação da função cognitiva e motora em crianças, apresentando validade adequada para o tempo de execução. Entretanto, as medidas de confiabilidade entre avaliadores foram limitadas, indicando a necessidade de intervalos maiores na reaplicação e ajustes na interface. Para a avaliação da aquisição de uma habilidade visomotora, os resultados confirmaram que o teste permite identificar a quantidade adequada de prática para treinar uma habilidade ao detectar aspectos da aprendizagem, como aquisição, consolidação e retenção.Item Acesso aberto (Open Access) Validade e confiabilidade de uma adaptação digital do teste de trilhas na avaliação da função cognitiva(2025-06-30) Souza, Mônica Cássia Bernardo de; Reis, Luciana Maria dos; Paolillo, Fernanda Rossi; Masselli, Yvo Marcelo ChiaradiaIntrodução: O Teste Motor de Trilhas (TMT) é um instrumento que avalia funções cognitivas como velocidade de processamento, atenção sustentada, flexibilidade mental e habilidades viso-motoras. As adaptações do TMT para versões digitais são importantes pois aumentam a acessibilidade, a precisão e o engajamento dos participantes, incorporando elementos interativos que podem melhorar a motivação e a qualidade da avaliação em diferentes contextos Objetivo: Desenvolver, com base no TMT, um instrumento integrado para avaliação da função cognitiva e da aprendizagem motora bem como verificar a validade e a confiabilidade da etapa de avaliação da função cognitiva. Metodologia: Foram realizados dois estudos: (1) estudo piloto com 15 idosos (60+ anos, MEEM >24) que permitiu verificar a confiabilidade do Teste de Trilhas Adaptado (TTA) no ambiente 5A (equivalente ao TMT), analisando tempo e erros por dois avaliadores independentes em teste-reteste com intervalo de 7 dias, por meio da Correlação de Spearman; e (2) estudo com 26 adultos jovens (18-25 anos), que permitiu verificar a validade de critério e a confiabilidade do Teste de Trilhas Adaptado em sua segunda versão após ajustes (TTA2), analisando tempo e erros por dois avaliadores em teste-reteste com intervalo de 7 dias, por meio do, bem como a correlação com o TMT por meio da correlação de Pearson Resultados: No estudo 1, a versão digital apresentou confiabilidade interavaliadores com correlação positiva e significativa entre avaliadores no reteste (CC=0,79, p<0,01). No estudo 1, a versão digital apresentou confiabilidade interavaliadores com correlação positiva moderada e significativa para erros no teste (CC=0,62; p=0,01), bem como correlação alta significativa para tempo no reteste (CC=0,79; p<0,01). Houve redução média de 20,5% no tempo de execução no reteste (p<0,001), indicando efeito de prática. No estudo 2, a análise de validade revelou correlações moderadas a fortes para tempo (r=0,50-0,66; p<0,01), mas baixas para erros (r=-0,23 a 0,18; p>0,05). A confiabilidade intra-avaliador foi moderada a forte para tempo em um avaliador (CC=0,67-0,69; p<0,01), mas baixa para erros (CC=-0,24 a 0,52; p>0,05). A confiabilidade interavaliadores foi moderada e significativa para tempo (CC=0,56; p<0,01). Conclusão: As versões digitais do TMT demonstraram viabilidade operacional, com validade satisfatória para avaliação do tempo de execução no TTA2. O TTA apresentou estabilidade moderada em idosos, enquanto o TTA2 mostrou-se alternativa viável ao TMT tradicional em adultos jovens. A redução consistente no tempo de execução nos retestes indica efeito de aprendizagem. A baixa confiabilidade na mensuração de erros indica necessidade de ajustes na interface.
