Mestrado em Nutrição e Longevidade
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.unifal-mg.edu.br/handle/123456789/2662
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Navegando Mestrado em Nutrição e Longevidade por Orientador(a) "Brito, Tábatta Renata Pereira de"
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Item Acesso aberto (Open Access) Hemoglobina glicada e dinapenia em pessoas idosas da comunidade com e sem diabetes: estudo seccional(2025-02-28) Silva, André Luiz da; Brito, Tábatta Renata Pereira de; Silva Júnior, Sinézio Inácio da; Silva, Juscelio Pereira daA dinapenia é o enfraquecimento muscular associado ao envelhecimento que resulta na redução da funcionalidade do sistema muscular esquelético e correlaciona-se com a diminuição do desempenho físico. Alterações nos valores de referências da hemoglobina glicada, principalmente níveis elevados, estão associados à fraqueza muscular e diversos estudos evidenciaram que ela, por si só, aumenta o risco de síndrome metabólica, diabetes e mortalidade. O objetivo desse estudo foi verificar se os níveis de Hb1ac se associam com a dinapenia em pessoas idosas com e sem diabetes. O método empregado é através de um estudo transversal realizado com amostra probabilística de 404 pessoas idosas residentes em um município localizado no sul de Minas Gerais. A coleta de dados foi desenvolvida em duas etapas: entrevista pessoal e coleta de sangue. A amostra sanguínea foi utilizada para a quantificação dos níveis de HbA1c. A dinapenia foi identificada por meio da média de três medidas de força de preensão palmar obtidas por dinamômetro. As diferenças entre os grupos foram estimadas utilizando-se os testes χ² de Pearson e Exato de Fisher. Para a análise de associação, foi utilizada regressão logística múltipla. Em todas as análises foi utilizado índice de significância de 5%. Dos participantes, 72,0% eram do sexo feminino e 44,3% estavam na faixa etária dos 60 aos 69 anos. A prevalência de diabetes foi de 36,4% e a de dinapenia foi de 23,5%. Os níveis de HbA1c foram associados à dinapenia apenas entre as pessoas idosas com diabetes (OR=1,43; IC95%: 1,11-1,86), independentemente do sexo, idade, índice de massa corporal e realização regular de atividade física. Tais resultados reforçam a importância do controle glicêmico entre as pessoas idosas com diabetes, com vistas a prevenção de dinapenia. Além disso, chamam a atenção para a necessidade de avaliação da força muscular das pessoas idosas, a fim de possibilitar a implementação precoce de intervenções e prevenir desfechos adversos.Item Acesso aberto (Open Access) Metabolismo da glicose e comprimento dos telômeros: descobertas de um estudo seccional com pessoas idosas da comunidade(2026-02-20) Pereira, Thalles Andrade Marques; Brito, Tábatta Renata Pereira de; Vidigal , Fernanda de Carvalho; Simões, Tânia Mara RodriguesIntrodução: O comprimento dos telômeros (CT) é um biomarcador amplamente reconhecido do envelhecimento biológico, caracterizado pelo encurtamento progressivo com a idade. Paralelamente, marcadores glicêmicos, especialmente a hemoglobina glicada (HbA1c), têm surgido como preditores do declínio relacionado à idade. No entanto, as evidências que associam níveis elevados de HbA1c ao encurtamento do CT permanecem inconsistentes. Objetivo: Verificar se os indicadores do metabolismo da glicose estão associados ao comprimento dos telômeros em idosos residentes na comunidade. Método: Estudo transversal com 448 pessoas idosas (≥60 anos) residentes em um município do Brasil. A coleta de dados ocorreu em duas etapas: entrevistas por questionário e coleta de sangue. A amostra de sangue foi utilizada para a quantificação do CT após extração de DNA, enquanto os marcadores glicêmicos incluíram HbA1c, glicemia de jejum (GJ), índice de glicação da hemoglobina (IGH) e índice triglicerídeo-glicose (TyG). As análises utilizaram regressão logística multivariada ajustada para fatores sociodemográficos, clínicos e de estilo de vida. Resultados: A amostra foi composta predominantemente por mulheres com idades entre 60 e 74 anos. Diabetes não controlada (OR=4,71) e níveis elevados de HbA1c (OR=1,23) foram associados independentemente a um menor comprimento dos telômeros (CT), independentemente da idade, sexo, multimorbidade, estado nutricional, fatores de estilo de vida e diagnóstico de diabetes. O consumo de frutas, vegetais e feijões apresentou menor probabilidade, enquanto o baixo peso aumentou a probabilidade de menor CT. Conclusão: A HbA1c e o diabetes não controlado aumentam a probabilidade de menor CT em pessoas idosas que vivem na comunidade, sugerindo que a hiperglicemia crônica contribui para o envelhecimento biológico acelerado. Esses achados reforçam a importância de integrar o controle glicêmico às estratégias para promover o envelhecimento saudável e prevenir o declínio celular prematuro, independentemente do diagnóstico de diabetes.Item Acesso aberto (Open Access) Multimorbidade em pessoas idosas e sua relação com ambiente alimentar: estudo seccional(2025-02-27) Salomão, Paloma Teixeira; Brito, Tábatta Renata Pereira de; Lima, Daniela Braga; Simões, Tânia Mara RodriguesIntrodução: O ambiente alimentar é composto pelo ambiente físico, econômico, político e sociocultural, e pode determinar oportunidades ou barreiras para adoção de uma alimentação saudável, o que, consequentemente, pode influenciar a condição de saúde das pessoas. Dentre as classificações propostas para o ambiente alimentar comunitário, os desertos alimentares são compreendidos como locais onde o acesso a alimentos in natura ou minimamente processados é escasso ou impossível. Já os pântanos são locais em que predomina a venda de produtos altamente calóricos com poucos nutrientes, como no caso das redes de fast food e lojas de conveniência. Especialmente entre as pessoas idosas, aspectos relacionados ao ambiente alimentar podem ter relação com multimorbidade, o que suscita a importância de se desenvolver estudos nessa temática. Objetivo: Analisar a associação entre o ambiente alimentar e multimorbidade entre pessoas idosas residentes na comunidade. Método: Trata-se de um estudo seccional onde foram obtidos dados socioeconômicos, de saúde e referentes ao ambiente alimentar de uma amostra de 434 pessoas idosas residentes na área urbana do município de Alfenas/MG. A coleta de dados foi desenvolvida em duas etapas: entrevista pessoal e coleta de dados secundários junto à Secretaria Municipal de Vigilância Sanitária do município para fins de classificação dos estabelecimentos comerciais de alimentos. Além das variáveis desertos e pântanos alimentares, para a avaliação do ambiente alimentar comunitário foram utilizadas as variáveis número de estabelecimentos que comercializam alimentos in natura, número de estabelecimentos mistos e número de estabelecimentos que comercializam alimentos ultraprocessados. Foi considerada multimorbidade a ocorrência de duas ou mais condições crônicas de saúde no mesmo indivíduo. Utilizou-se regressão logística multivariada para a análise de associação, sendo que sua magnitude foi estimada pela razão de chances (OR) bruta e ajustada. As análises estatísticas foram feitas pelo STATA 17.0, e os mapas do ambiente alimentar foram realizados através do programa R na versão 4.3.1. Resultados: No que diz respeito à caracterização da amostra de acordo com aspectos do ambiente alimentar, a mediana do número de estabelecimentos que comercializam alimentos in natura foi 0 (percentil 25=0; percentil 75=1), a de estabelecimentos que comercializam ultraprocessados também foi 0 (percentil 25=0; percentil 75=2), e em relação aos estabelecimentos mistos a mediana foi de 01 estabelecimento (percentil 25=0; percentil 75=2). A proporção de pessoas idosas que residiam em região de deserto alimentar foi de 26,7% e em região de pântano alimentar foi de 47,7%. No que diz respeito a associação entre aspectos do ambiente alimentar e multimorbidade, observou-se que quanto maior o número de estabelecimentos que comercializam alimentos in natura, menor a chance de multimorbidade entre as pessoas idosas participantes (OR=0,80; IC95%=0,65-0,98). Conclusão: Foi observado que residir em um ambiente próximo a estabelecimentos que comercializam alimentos in natura diminui as chances de multimorbidade entre as pessoas idosas avaliadas. Esses resultados reforçam a importância da disponibilidade de estabelecimentos que comercializam alimentos in natura em diferentes pontos dentro da comunidade e reitera a relevância do consumo de alimentos in natura para a manutenção da saúde e prevenção de doenças crônicas.
