Mestrado e Doutorado
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.unifal-mg.edu.br/handle/123456789/2560
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Navegando Mestrado e Doutorado por Cursos "Mestrado em Economia"
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Item Acesso aberto (Open Access) A doação de sangue como bem público: um estudo do problema do carona com graduandos da Universidade Federal de Alfenas(2025-04-29) Barbosa, Even Batista; Rezende, Marcelo Lacerda; Matos, Cirlene Maria de; Mafra, Luiz Antônio StaubA justificativa para esta pesquisa reside no fato de que a vida universitária representa, para muitas pessoas, o início da vida adulta e da carreira profissional. Considerando que a idade mínima para doação de sangue é de 16 anos, é essencial que esse hábito seja incentivado desde cedo. Assim, esta pesquisa tem por objetivo estudar os fatores determinantes da não doação de sangue, entre estudantes universitários, sob a ótica do problema do carona, um conceito da Teoria Microeconômica. Para tanto, foram aplicados questionários aos estudantes da UNIFAL-MG, com o intuito de delinear o perfil dos doadores e dos não-doadores de sangue. Utilizando-se métodos de correlação e regressão, buscou-se identificar os principais fatores intrínsecos que influenciam a aptidão dos potenciais doadores para realizar uma ou mais doações. Após exclusões por motivos de saúde ou barreiras sociais, 56,7% dos respondentes foram classificados como "caronas", com perfil predominante jovem, branco e católico. Variáveis como sexo, escolaridade dos pais e campus não apresentaram significância estatística. Barreiras como desinformação sobre a decisão do STF em 2020, que autorizou a doação por pessoas LGBTQIAPN+, e a localização dos centros de hemoterapia dificultam o aumento das doações. A pesquisa conclui que campanhas direcionadas a públicos jovens e informados, como universitários, são estratégicas para estimular a doação e garantir a sustentabilidade dos estoques de sangue.Item Acesso aberto (Open Access) A sobrevivência de empresas das indústrias criativas e culturais no Brasil(2025-06-18) Pereira, Rebecka Camondá; Teixeira, André Luiz da Silva; Toledo, Dimitri Augusto da Cunha; Ango, Mariângela Furlan; Silva, Leandro AlvesAs empresas que pertencem à indústria criativa e cultural (ICC) possuem particularidades e características que as diferenciam das empresas tradicionais. A informalidade, a incerteza fundamental, o predomínio de microempresas, a ignorância simétrica, entre outras características impactam no seu comportamento perante o mercado e consequentemente influenciam na sua sobrevivência. Sendo assim, o objetivo deste trabalho é analisar a sobrevivência dos das empresas – e outros agentes – da indústria criativa e cultural do Brasil entre o período de 2014 a 2019, buscando identificar os fatores que podem influenciar uma empresa da ICC a se manter aberta. Ademais, compara-se o comportamento das empresas criativas com o restante das empresas da economia e, em especial, busca-se entender se a soft innovations tem algum efeito sobre a sobrevivência das empresas nas ICC´s. Foram utilizados os dados da RAIS Estabelecimento e Vínculo do período de 2014 a 2019 para obter as informações referentes às empresas e trabalhadores e os dados do INPI do mesmo período, trazendo registro de marcas e desenho industrial, como uma proxy para inovação. Dividiram-se as empresas em três grupos: o primeiro é o grupo pleno composto por estabelecimentos que possuem CNAE criativo e trabalhadores em ocupações criativas; o segundo é o grupo potencial, composto por estabelecimentos que possuem apenas CNAE criativo; e, por fim, tem-se o grupo outros que é composto pelos mais estabelecimentos que não possuem CNAE criativo. Dentre os resultados encontrados, observa-se que as empresas do grupo pleno são aquelas com maior tempo de sobrevivência independente da ótica observada. Em relação ao porte, verifica-se que, quanto maior o porte, maior o tempo de sobrevivência. Sobre a escolaridade da mão de obra, observa-se que empresas criativas, onde mais de 75% dos seus trabalhadores com ensino superior ou mais, sobrevivem menos do que aquelas que possuem um percentual que varia de 25% a 75%. No que tange à remuneração, quanto maior o salário hora, médio maior o tempo de sobrevivência do estabelecimento. E, por fim, empresas criativas que inovam têm um aumento de cerca 77% na sobrevivência versus as que não inovam. De maneira geral, os resultados demonstram que a empresa criativa que rompe com a informalidade e, em especial, inova, tende a apresentar habilidades para vencer com as incertezas do mercado, habilidades estas que tem uma grande influência na sua sobrevivência e as diferem de outras empresas não criativasItem Acesso aberto (Open Access) Análise do ICMS sobre produtos da cesta básica e seus efeitos na pobreza e extrema pobreza em Minas Gerais(2025-02-27) Cunha, Caio César Maritan; Veloso, Manoel Vítor de Souza; Rodrigues, Letícia Lima Milani; Santoyo, Alain HernándezNo debate sobre o desenho tributário e qual caminho seguir, surgem pesquisas que apontam que o modelo tributário brasileiro onera mais o consumo, por meio de impostos indiretos, do que a capacidade contributiva, representada pelos impostos diretos. A presente pesquisa busca investigar se o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), imposto indireto sobre o consumo e serviços, tem associação com a pobreza e a extrema pobreza, quando aplicados sobre a cesta básica alimentar nos domicílios de Minas Gerais. Como forma de atingir esse objetivo, o modelo que mais se adequou foi a regressão Logit, para verificar a associação entre ICMS e as chances de o domicílio estar na pobreza ou extrema pobreza. Dentre as principais variáveis, elenca-se a classe ICMS, construída a partir do quanto um domicílio despende em ICMS no percentual per capita da renda domiciliar. Além dela, foram analisadas mais treze variáveis, referente a sexo, cor, idade, emprego e outros. Como parte da análise, foi elaborado um perfil de consumo, para verificar a qualidade do consumo dos domicílios nas diferentes condições que serão analisadas, pobreza e extrema pobreza. A base de dados que forneceu os materiais foram a POF 2017-2028 e RICMS de MG. Resultados do perfil de consumo alimentar, mostraram que domicílios pobres ou extremamente pobres, consomem de forma diferente dos domicílios que não estão em uma dessas duas condições, além de apontar uma menor qualidade no perfil de consumo em domicílios pobres ou extremamente pobres, levando a chamada pobreza alimentar. Os resultados da regressão mostraram que existe uma associação entre o ICMS e a pobreza e extrema pobreza, como também o aumento das chances dado as diferentes classes de ICMS, como a segunda classe, daqueles domicílios que pagam menos em tributos indiretos, aumentando em 8,41% as chances de o domicílio ser pobre, as chances aumentam conforme mais percentualmente um domicílio despende em ICMS na cesta alimentar. A conclusão foi que o perfil alimentar é de menor qualidade nos domicílios pobres ou extremamente pobres e que o ICMS aumenta as chances da pobreza e extrema pobreza e que as demais variáveis, no geral, apontam também associações com as chances. A contribuição da presente pesquisa, foi uma análise sobre a associação da cesta básica alimentar em MG e o ICMS, um ponto relevante, foi a análise por classes, que permitiu um olhar detalhado de como é o consumo entre aqueles que despendem mais em ICMS percentualmente e aqueles que menos despendem percentualmenteItem Acesso aberto (Open Access) Desafios, oportunidades e beneficios decorrentes da adoção de unidades de negocios de exportação em cooperativas de produtores de café(2026-01-19) Hess, Marcelo Henrique de Souza Abdala; Franco, João Marcos Caixeta; Silva, Antônio Carlos da; Lacerda, Marcelo RezendeA adoção de unidades de negócios de exportação é estratégia relevante para o fortalecimento competitivo de cooperativas de produtores de café, ao possibilitar maior inserção no mercado externo gerando novas oportunidades de comercialização do produto, além das mudanças na gestão, estrutura e produção. Nesse contexto, a presente dissertação tem como objetivo identificar os desafios, as oportunidades e os benefícios decorrentes da adoção de unidades de negócios de exportação em cooperativas cafeeiras, considerando seus impactos sobre os cooperados e sobre o desempenho organizacional. Metodologicamente, a pesquisa adota uma abordagem qualitativa com apoio de análise de indicadores das cooperativas. O estudo empírico foi conduzido a partir de entrevistas semiestruturadas com gestores de duas cooperativas localizadas no Sul de Minas Gerais, região de reconhecida tradição cafeeira, complementadas pela análise do comportamento de indicadores estruturais (base da cooperativas), econômico-financeiros e relacionados aos empregados. Os resultados indicam que a adoção das unidades de negócios de exportação culminam com adaptações conforme exigências de outros mercados, que resultam em benefícios relevantes, tais como aumento da liquidez, maior estabilidade nas vendas, ampliação do acesso a mercados internacionais, valorização da qualidade do café e fortalecimento da reputação das cooperativas. A exportação em meio misto permitiu reduzir parcialmente a dependência de intermediários e reposicionar as cooperativas na cadeia global de valor, especialmente no segmento de cafés diferenciados. A análise dos indicadores evidencia que as cooperativas apresentaram desempenho significativo, refletindo, direta e indiretamente, os resultados do processo de reconfiguração organizacional orientado pelas exigências do mercado externo e vinculado à adoção de uma estratégia voltada à inserção competitiva internacional. Entretanto, o estudo também evidencia desafios persistentes associados às mudanças, como a volatilidade cambial, os elevados custos logísticos e portuários, as exigências regulatórias e ambientais impostas pelos mercados importadores e a necessidade de investimentos contínuos em governança, controles e capacitação técnica e gerencial, além da persistência do problema relacionado ao baixo investimento em um portfólio de produtos voltados ao consumidor final, o que culmina na comercialização de cafés “crus” com menor nível de agregação de valor. Os resultados demonstram que a exportação, ao mesmo tempo em que amplia as oportunidades de agregação de valor, mesmo sendo café verde, expõe as cooperativas a novos riscos operacionais e financeiros, exigindo estruturas robustas de gestão de riscos. Conclui-se que a estratégia de adoção de unidades de negócios de exportação apresenta efeitos duplos: gera benefícios econômicos e organizacionais relevantes para as cooperativas e seus cooperados, mas também impõe desafios que condicionam a sustentabilidade do modelo no longo prazo.Item Acesso aberto (Open Access) Experiências dos bancos comunitários e do e-dinheiro: uma outra economia é possível(2025-11-04) Oliveira, Karen Munhoz de; Toledo, Dimitri Augusto da Cunha; Teixeira, Tania Cristina; Pinheiro, Daniel CalbinoEsta dissertação buscou investigar como os Bancos Comunitários se organizam e explorar os limites e potencialidades associados à utilização da plataforma E-Dinheiro no fortalecimento de suas práticas no contexto da Economia Solidária. O objetivo principal foi analisar as estratégias adotadas por essas instituições para ampliar seu impacto social e econômico em comunidades vulneráveis, destacando o E-Dinheiro como uma ferramenta de inovação tecnológica capaz de aprimorar suas operações e promover sua sustentabilidade a longo prazo. Destacar a função dos Bancos Comunitários não apenas como instituições financeiras, mas como instrumentos cruciais na luta contra a desigualdade econômica e na promoção de uma inclusão financeira mais justa e abrangente. A pesquisa foi desenvolvida em três etapas: análise do impacto social e econômico gerado pelos Bancos Comunitários, com base nos princípios da Economia Solidária; com foco na autogestão como uma resposta eficaz ao desemprego e à exclusão social; a segunda etapa aborda os papéis desempenhados pelos Bancos Comunitários bem como os desafios relacionados a sua sustentabilidade econômica; por fim, a avaliação do papel da plataforma E-Dinheiro, considerando sua contribuição para a eficiência operacional, a redução de custos e a ampliação do alcance das Moedas Sociais. A pesquisa fundamentou-se em revisão bibliográfica sendo complementada por entrevistas semiestruturadas com representantes de Bancos Comunitários e com Joaquim Melo, idealizador da metodologia dos Bancos Comunitários, das Moedas Sociais e do E-Dinheiro circulantes no Brasil, possibilitando uma compreensão crítica e contextualizada do tema. Identificou-se que a digitalização por meio da plataforma ampliou a autonomia e a capacidade de gestão dos bancos, além de fortalecer o comércio local e os laços comunitários. Os resultados evidenciam que o E-Dinheiro contribui para a inclusão financeira, para a circulação de recursos dentro dos territórios e para a consolidação das finanças solidárias como alternativa ao desenvolvimento das comunidades que eles estão inseridos.Item Acesso aberto (Open Access) Modelo econométrico para identificar arbitragem estatística no mercado internacional de cafés arábia e robusta(2025-12-19) Oliveira, Alonso Gonçalves Afonso de; Franco, João Marcos Caixeta; Rezende, Marcelo Lacerda; Victorino, Alessandro CorrêaO tema central da pesquisa consiste na proposta de implementação de uma estratégia de arbitragem estatística, conhecida como pairs trading, aplicada especificamente ao mercado mundial dos cafés arábica e robusta. O trabalho se justifica como uma ferramenta para gerar lucro com riscos reduzidos, explorando oportunidades pontuais de arbitragem baseadas na premissa de correção da divergência na relação de equilíbrio de preços relativos. O objetivo geral é a identificação dos pares de séries temporais de ativos vinculados ao café que possuem uma relação de equilíbrio de longo prazo e a estimação de um modelo para selecionar os melhores pares para negociação. A importância da pesquisa está por situar-se na intersecção entre o avanço da área de finanças quantitativas e a necessidade de lidar com as incertezas de preços absolutos dos ativos do agronegócio, particularmente no mercado cafeeiro, tão importante para economia brasileira. Em vez de prever preços absolutos, o estudo utilizou a análise de preços relativos, spread, reduzindo substancialmente a volatilidade comum do mercado de café. A metodologia adotada foi de natureza quantitativa, utilizando métodos de análise estatística e econométrica. Utilizaram-se 8 séries temporais de dados de fechamento diário dos preços dos cafés arábica e robusta, negociados à vista no Brasil e nos mercados futuros da B3, ICE de Nova Iorque e de Londres, cobrindo o período de 2019 até junho de 2025. A metodologia baseou-se primeiramente na identificação dos pares cointegrados utilizando a metodologia de Engle-Granger. Para os pares validados, procedeu-se à construção de um Modelo de Correção de Erros (MCE) para identificar a força de reversão à média. O MCE permitiu o cálculo da meia-vida half-life, indicador crucial para ranquear a viabilidade dos pares, sendo o menor tempo de meia-vida o indicativo da maior força de reversão à média. Dos 28 pares analisados, foram identificados 11 pares cointegrados. Os testes confirmaram que setores diferentes, como o arábica e o robusta, tendem a não apresentar cointegração, ou seja, os ativos derivados destas espécies não possuem equilíbrio de preços de longo prazo. A análise resultou na identificação de 8 pares de café arábica e 3 pares para café robusta (conilon).Item Acesso aberto (Open Access) O paradoxo educacional brasileiro: uma análise dos desajustes entre qualificação e mercado de trabalho entre 2002 e 2022 via modelo ORU e regressão logística(2025-12-10) Ferreira, Lais Aparecida; Martins, Nildred Stael Fernandes; Miranda, Bernardo de Pádua Jardim de; Brito, Danyella Juliana Martins deEsta dissertação analisa a relação entre escolaridade, alocação ocupacional e desigualdades no mercado de trabalho brasileiro entre 2002 e 2022, utilizando o modelo ORU (Overeducation, Required Education, Undereducation) combinado à estimação de regressões logísticas multinomiais aplicadas aos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) para os anos de 2002 e 2007 e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) para os anos de 2012, 2017 e 2022. O objetivo central é examinar em que medida a escolaridade dos trabalhadores influencia a probabilidade de estarem sobreeducados, subeducados ou adequadamente alocados em relação às exigências formais das ocupações, bem como avaliar os efeitos desse desajuste sobre a distribuição da força de trabalho e sobre padrões estruturais de desigualdade. A análise parte do problema do descompasso entre a rápida expansão educacional e a limitada transformação da estrutura produtiva, hipótese que sugere uma absorção desigual do capital humano no mercado de trabalho. Os resultados indicam que a expansão da escolaridade reduziu a subeducação, mas ampliou a sobreeducação, especialmente entre mulheres, pretos, pardos, trabalhadores urbanos, domésticas e indivíduos empregados em ocupações informais ou de baixa qualificação. Observa-se também que trabalhadores com maior escolaridade enfrentam crescente probabilidade de sobreeducação, enquanto os rendimentos associados ao ensino superior apresentam sinais de estagnação. Os achados revelam que a má alocação do capital humano permanece como um fenômeno estrutural, limitando os retornos privados e sociais da educação e reforçando desigualdades históricas no mercado de trabalho brasileiro.
