Mestrado Profissional em História Ibérica
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Navegando Mestrado Profissional em História Ibérica por Assunto "Alteridade"
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Item Acesso aberto (Open Access) Abderramán III e a pacificação de al-Andalus (912-928): contribuições para o ensino de história islâmica a partir da Península Ibérica(2026-02-26) Gondim, Ronan Lázaro; Rui, Adaílson José; Oliveira, Paulo César de; Radünz, RobertoA Idade Média é um período historicamente marcado por representações parciais que privilegiam determinadas narrativas eurocêntricas resultando na marginalização de outras sociedades e culturas que coexistiram durante esse contexto. Essa abordagem contribui para o apagamento de atores históricos relevantes e cria lacunas na formação crítica dos estudantes. Diante disso, propomos com esse trabalho a análise da presença islâmica na Península Ibérica com foco no período de transição do Emirado Independente para o Califado de Córdoba, proclamado por Abderramán III em 929. Especificamente investigam-se as campanhas contra os insurgentes liderados pelo senhor rebelde Umar ibn Hafsun e seus descendentes (912-928) que culminaram na queda da fortaleza de Bobastro e abriram caminho para a proclamação do Califado, em 929. A pesquisa utiliza como fonte principal o volume V do Muqtabis, de Ibn Hayyann. A partir desta análise, propomos a criação de uma série de vídeos como Objeto de Aprendizagem para o primeiro ano do ensino médio, abordando temas como o surgimento do Islã, estruturas sociais e de poder islâmico e a Idade Média Ibérica a partir da história de Al-Andalus. Com base nos conceitos de Jörn Rüsen, o material visa desenvolver a consciência histórica dos estudantes e o conceito de alteridade, contribuindo para o combate a visões estereotipadas sobre a comunidade muçulmana.Item Acesso aberto (Open Access) Narrativas de autores ibéricos sobre os índios do Brasil no século XVI: alteridade e conquista(Universidade Federal de Alfenas, 2017-09-21) Aguiar, Ademir Dias De; Eugênio, Alisson; Silva, Eliazar João Da; Silva, Luiz Eduardo DaNeste trabalho, analisamos as narrativas de autores ibéricos que tratam dos índios brasileiros no século XVI e de que maneira foram elas utilizadas como um instrumento ideológico de dominação, servindo como justificativa para a posse da terra e acomodação de seus habitantes às realidades apresentadas pelos seus conquistadores lusitanos. Nessa perspectiva, focamos nossos estudos, destacando as narrativas cabralinas, os escritos de viajantes, aventureiros e os testemunhos dos padres da Companhia de Jesus. Estes documentos descrevem os nativos do Brasil como criaturas sem Deus, lei ou organização, propiciando aos colonizadores a execução de seus planos de conquista e catequese, na medida em que se evidencia a questão da alteridade, que se mostrou quase de imediato. De um lado se apresentava o universalismo cristão português e de outro o paganismo indígena, o que colaboraria para o estabelecimento na América portuguesa de um projeto de colonização onde se assentaria a civilização europeia, fundamentada no cristianismo e nas práticas mercantilistas. O assunto não é novo, sendo já tratado por diversos historiadores, mas desejamos ao dar continuidade à matéria, compreender melhor as relações entre estes mundos tão antagônicos e ao mesmo tempo complementares, na medida em que são confrontados os seus costumes e crenças, culminando na formação de um povo mestiço em sua aparência, mas lusitano e cristão em suas ações. As pesquisas têm por finalidade entender os mecanismos da conquista da América portuguesa, que se fundamentaram nas narrativas quinhentistas sobre sua terra e gente, criando condições favoráveis à conquista e construção do Brasil.En este trabajo, analizamos las narrativas de autores ibéricos que tratan de los indios brasileños en el siglo XVI y de qué manera fueron utilizadas como un instrumento ideológico de dominación, sirviendo como justificación para la posesión de la tierra y acomodación de sus habitantes a las realidades presentadas por sus conquistadores Lusitanos. En esa perspectiva, enfocamos nuestros estudios, destacando las narrativas cabralinas, los escritos de viajeros, aventureros y los testimonios de los padres de la Compañía de Jesús. Estos documentos describen a los nativos de Brasil como criaturas sin Dios, ley u organización, propiciando a los colonizadores la ejecución de sus planes de conquista y catequesis, en la medida en que se evidencia la cuestión de la alteridad, que se mostró casi de inmediato. De un lado se presentaba el universalismo cristiano portugués y de otro el paganismo indígena, lo que colaboraría para el establecimiento en la América portuguesa de un proyecto de colonización donde se asentaría la civilización europea, fundamentada en el cristianismo y en las prácticas mercantilistas. El asunto no es nuevo, ya tratado por diversos historiadores, pero deseamos al dar continuidad a la materia, comprender mejor las relaciones entre estos mundos tan antagónicos y al mismo tiempo complementarios, en la medida en que se enfrentan sus costumbres y creencias, La formación de un pueblo mestizo en su apariencia, pero lusitano y cristiano en sus acciones. Las investigaciones tienen por finalidad entender los mecanismos de la conquista de la América portuguesa, que se fundamentar en las narrativas quinientas de su tierra y gente, creando condiciones favorables a la conquista y construcción de Brasil.
