Medicina
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.unifal-mg.edu.br/handle/123456789/2634
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Navegando Medicina por Assunto "Ciências da Saúde::Medicina::Clínica Médica"
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Item Acesso aberto (Open Access) A relação intrínseca entre a privação de sono e o desenvolvimento de obesidade(2026-03-26) Silva, Emanuelly Ledo; Braga, Marcos Felipe Teodoro; Soares, Evelise Aline; Silva, Thiago Donizeth da; Salomão, Anelena MorettoEste trabalho analisa a relação intrínseca entre a privação do sono e o desenvolvimento da obesidade, fundamentando-se em mecanismos neuroendócrinos e dados epidemiológicos. Sabe-se que o sono é um processo fisiológico vital para a homeostase e o equilíbrio biopsicossocial; contudo, as exigências da sociedade pós-moderna têm induzido a população a padrões de repouso insuficientes para o restabelecimento das funções orgânicas. Além disso, o estudo destaca que a redução do tempo de sono desregula o complexo hormonal leptina-grelina, pilares do controle do apetite. A investigação demonstra que o débito de sono provoca o decréscimo dos níveis de leptina e o acréscimo de grelina, resultando em aumento da fome e da ingestão calórica. No que tange às repercussões clínicas, discute-se a Síndrome da Apneia e Hipopneia Obstrutiva do Sono (SAHOS), que apresenta uma associação de risco bidirecional com a obesidade. Paralelamente à análise fisiológica, este trabalho examina evidências epidemiológicas que associam a má qualidade do sono ao aumento do Índice de Massa Corporal (IMC) em diversos ciclos da vida. Por fim, sugere-se que o reconhecimento do sono como uma necessidade fisiológica fundamental é um parâmetro crucial para as políticas de saúde pública e para a compreensão da fisiopatologia metabólica contemporânea.Item Acesso aberto (Open Access) Influências do consumo de bebidas alcoólicas para a qualidade do sono(2026-03-24) Carminatti, Caroline Medeiros; Silva, Daniel Paranhos Garcia; Alves, Marco Túlio Magalhães; Soares, Evelise Aline; Silva, Thiago Donizeth da; Salomão, Anelena MorettoINTRODUÇÃO: O álcool é uma substância comumente utilizada para indução do sono, devido suas propriedades depressoras do sistema nervoso central, provocando, uma sensação desinibidora, seguida de euforia, bem como um efeito anestésico. Essa substância atua na redução da latência do sono durante a primeira metade da noite, gerando um efeito contrário na segunda parte. O sono possui 5 estágios cíclicos, que se repetem durante a noite, predominando 2 fases alternantes: NREM e REM, os quais sofrem maiores alterações mediante a ingestão do álcool. O presente estudo observou que a ingestão de bebidas alcoólicas afeta a arquitetura e os estágios do sono, mediante a alterações fisiológicas que aumentam ou reduzem o tempo de cada etapa. METODOLOGIA: Esse artigo se caracteriza como uma revisão integrativa de 19 artigos. Para tanto, foi feita uma revisão no período de 2007 a 2023 nas bases de dados PubMed, CAPES, ELSEVIER e Google acadêmico. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Sendo assim, observou-se que o sono REM é reduzido na primeira metade da noite e aumentado na segunda, o sono de ondas lentas aumenta, o tempo total de sono diminui e a latência de início do sono diminui; tais efeitos podem ser explicados pelas propriedades agonistas que o álcool possui em relação ao neurotransmissor GABA. A longo prazo, tais consequências podem gerar insônia e uma redução drástica da qualidade do sono. CONCLUSÃO: Logo, é evidente uma relação direta entre o consumo de álcool e alterações fisiológicas do sono, sendo este um potente causador de distúrbios na arquitetura do sono.
