O desempenho das exportações brasileiras de minério de ferro no comércio mundial: uma análise de Constant Market Share (CMS) de 2016 a 2024

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2025-12-11

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Resumo

Este trabalho teve como objetivo analisar o desempenho do Brasil nas exportações de minério de ferro entre 2016 e 2024, através da metodologia do Constant Market Share (CMS) para explicar a variação do valor exportado e a evolução da participação brasileira no mercado mundial, ao longo de três períodos: Período I (2016–2018), Período II (2019–2021) e Período III (2022–2024). A análise considerou os principais destinos das exportações brasileiras, com destaque para China, Japão, Malásia, Omã e Países Baixos (Holanda). Os resultados evidenciam que, no comparativo entre o Período I e o Período II houve um aumento importante nas exportações brasileiras, impulsionado pelo crescimento do mercado internacional e por efeitos positivos de competitividade e distribuição, resultando em leve aumento do market-share de 16,25% para 16,61%. Já para os Períodos II e III, observou-se redução no efeito tamanho de mercado e distribuição negativa, indicando queda da demanda nos destinos tradicionais. Em contrapartida, o efeito o efeito competitividade cresceu de forma expressiva, elevando o marketshare de 16,61% para 31,77%. Esse avanço está relacionado a estratégias da Vale S.A., como centros de distribuição no exterior e a aquisição da Gulf Industrial Investment Company (GIIC) no Bahrein, que ampliaram a eficiência logística e reduziram custos. Além disso, ao avaliar o perfil dos principais concorrentes, observa-se que, embora a Austrália seja a maior produtora e exporte cerca de 97% de sua produção, seu minério possui menor teor de qualidade, evidenciando a vantagem competitiva brasileira baseada no maior valor agregado da commodity nacional.


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