Educação financeira sob a perspectiva da economia comportamental: um estudo sobre letramento financeiro e vieses comportamentais
Data
Autores
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Resumo
A crescente complexidade dos mercados financeiros exige dos indivíduos maior conhecimento para administrar suas finanças pessoais. Nesse contexto, Lusardi e Mitchell (2013) destacam a educação financeira como uma forma de capital humano capaz de promover melhores resultados ao longo da vida. Contudo, o conhecimento financeiro, por si só, não garante decisões racionais, uma vez que o processo decisório também é influenciado por heurísticas e vieses cognitivos (Kahneman, 2012). Assim, torna-se fundamental analisar a educação financeira em conjunto com a economia comportamental para compreender os fatores que influenciam as decisões financeiras dos indivíduos. A pesquisa caracteriza-se como um estudo descritivo, realizado por meio de uma survey com amostra não probabilística por conveniência, composta por brasileiros com 14 anos ou mais. Os dados foram coletados por um questionário online, aplicado entre agosto e setembro de 2025, contendo questões demográficas, de vieses comportamentais e de letramento financeiro. Para a avaliação dos vieses comportamentais foi utilizada uma escala Likert de cinco pontos, enquanto o letramento financeiro foi mensurado por questões objetivas de múltipla escolha. Diante desse contexto, o presente trabalho tem como objetivo analisar o nível de letramento financeiro dos respondentes e identificar como vieses comportamentais influenciam suas decisões financeiras, sob a perspectiva da economia comportamental. Busca-se, assim, compreender a relação entre o conhecimento financeiro e fatores comportamentais, contribuindo para uma compreensão mais ampla do comportamento financeiro dos indivíduos da amostra. Os resultados indicam que, embora os respondentes apresentem um nível satisfatório de letramento financeiro, suas decisões financeiras ainda são influenciadas por vieses comportamentais, especialmente procrastinação, preferência pelo consumo imediato e decisões sem pesquisa prévia.
