Terceirização e precarização do trabalho no setor público: a percepção do vigilante frente à vigília do capital
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Resumo
Analisamos os processos de precarização nas atividades de vigilância armada nos bancos públicos, via terceirização. Tendo como base a reestruturação produtiva, assim como o neoliberalismo, problematizamos a prática da terceirização como principal modo de ampliação da acumulação capitalista. É nesta perspectiva que ela é inserida no setor público via reforma gerencial, vindo a modificar o processo de trabalho no interior do Estado. Colocando sob a análise o trabalho terceirizado dos vigilantes nos bancos públicos, foi possível examinar as especificidades da precarização neste setor. A partir de entrevistas com esses trabalhadores, apresentamos elementos que desmistificam a inexistência de conflitos de classe, evidenciando assim, a relação antagonista entre capital e trabalho dentro dessas instituições. O estudo, desta forma, expõe as modificações promovidas pelo capital para intensificar os mecanismos de exploração. Ao final, apresentamos os impactos do processo de terceirização sobre a vida do trabalhador e identificamos que a terceirização no setor público representa a possibilidade de ampliar ainda mais a acumulação, isto é, precarizar a níveis mais altos o trabalho. Este trabalho representa uma contribuição empírica aos estudos críticos marxistas iniciados há pelo menos duas décadas, no que se refere ao mundo do trabalho e suas transformações contemporâneas.
