Características das trabalhadoras e trabalhadores da Atenção Primária à Saúde sob a ótica da equidade e interseccionalidade

dc.contributor.advisorGoyatá, Sueli Leiko Takamatsu
dc.contributor.authorAraújo, Isadora Lima de
dc.contributor.coadvisorAvelino, Carolina Costa Valcanti
dc.contributor.refereeAlves, Cristina Garcia Lopes
dc.contributor.refereeLiliana Batista Vieira
dc.date.accessioned2026-01-29T13:50:18Z
dc.date.available2026-01-29T13:50:18Z
dc.date.issued2025-11-05
dc.description.abstractEste estudo quantitativo, descritivo-analítico e transversal teve como objetivo descrever as características sociodemográficas, condições de saúde, estilo de vida, assédio moral e sexual, violência doméstica e no trabalho, satisfação no trabalho, vida familiar, saúde física e mental, vida em geral de trabalhadoras e trabalhadores da Atenção Primária à Saúde (APS) de um município mineiro, sob a ótica da equidade e interseccionalidade. A pesquisa foi realizada entre setembro e dezembro de 2024, com 216 participantes de 22 unidades da APS, por meio de questionário estruturado e análise estatística no software SPSS 19.0, com nível de significância de p<0,05. Observou-se predomínio do gênero feminino (89,8%), ensino médio completo (54,6%) e renda de um a três salários mínimos (70,4%). Entre participantes pardos e pretos, destacaram-se as categorias de Agente Comunitário de Saúde, Técnico de Enfermagem e Recepcionista, funções associadas a menor remuneração e maior vulnerabilidade social. Em relação à orientação sexual, prevaleceu a heterossexualidade (89,4%), seguida da homossexualidade (lésbica) (6,0%) e bissexualidade (4,6%). Foram identificados 33,3% de casos de assédio moral e 17,8% de assédio sexual, majoritariamente contra mulheres. A violência doméstica foi relatada por 21,8% das participantes, com predominância da violência psicológica (61,2%). Houve também relato de discriminação no ambiente de trabalho (15,7%), principalmente por motivo de ocupação (37,0%) e gênero (25,9%). Cerca de 29,2% relataram diagnóstico de transtorno mental, sendo ansiedade (49,2%) e depressão (23,8%) os mais prevalentes. As análises estatísticas mostraram associações significativas entre idade e presença de transtorno mental (p=0,044) e ameaça no ambiente de trabalho (p=0,015). A presença de doenças autorreferidas associou-se fortemente com transtornos mentais (p=0,000), tentativa de suicídio (p=0,001) e violência doméstica (p=0,000). Os resultados evidenciam a sobreposição de desigualdades de gênero, raça/cor, renda e ocupação, refletindo vulnerabilidades específicas das mulheres negras e de baixa renda na APS. Conclui-se que fortalecer políticas institucionais de valorização, proteção e cuidado psicossocial das trabalhadoras e trabalhadores do SUS — com ênfase na equidade e na interseccionalidade — é essencial para a construção de ambientes laborais mais seguros, justos e inclusivos.
dc.description.abstract2This quantitative, descriptive-analytical, and cross-sectional study aimed to describe the sociodemographic characteristics, health conditions, lifestyle, moral and sexual harassment, domestic and workplace violence, job satisfaction, family life, physical and mental health, and general life of primary health care (PHC) workers in a municipality in Minas Gerais, from the perspective of equity and intersectionality. The research was conducted between September and December 2024 with 216 participants from 22 PHC units, using a structured questionnaire and statistical analysis in SPSS version 19.0, adopting a significance level of p<0.05. The results showed a predominance of female participants (89.8%), secondary education (54.6%), and income between one and three minimum wages (70.4%). Among brown and black participants, Community Health Agents, Nursing Technicians, and Receptionists predominated — occupations associated with lower income and higher social vulnerability. Regarding sexual orientation, most identified as heterosexual (89.4%), followed by homosexual (lesbian) (6.0%) and bisexual (4.6%). Moral harassment was reported by 33.3% and sexual harassment by 17.8% of participants, mostly women. Domestic violence was reported by 21.8%, predominantly psychological (61.2%). Workplace discrimination was mentioned by 15.7%, mainly due to job position (37.0%) and gender (25.9%). About 29.2% reported a diagnosis of mental disorder, with anxiety (49.2%) and depression (23.8%) being the most common. Statistically significant associations were found between age and the presence of mental disorders (p=0.044) and workplace threats (p=0.015). Self-reported illnesses were strongly associated with mental disorders (p=0.000), suicide attempts (p=0.001), and domestic violence (p=0.000). The findings reveal overlapping inequalities related to gender, race/color, income, and occupation, exposing specific vulnerabilities among black and low-income women in PHC. Strengthening institutional policies that value, protect, and promote the psychosocial well-being of SUS workers — emphasizing equity and intersectionality — is essential for fostering safer, fairer, and more inclusive work environments in Brazil’s Unified Health System.
dc.description.additionalinformationTermo de autorização SEI 1715617
dc.description.physical54
dc.identifier.credential2024.1.503.004
dc.identifier.orcidAdvisorhttps://orcid.org/0000-0003-1983-2985
dc.identifier.orcidAuthorhttps://orcid.org/0000-0001-8459-5416
dc.identifier.orcidCoadvisorhttps://orcid.org/0000-0001-8428-9048
dc.identifier.urihttps://repositorio.unifal-mg.edu.br/handle/123456789/3292
dc.language.isopt
dc.publisher.campiSede
dc.publisher.courseSaúde da Família, modalidade residência
dc.publisher.departmentEscola de Enfermagem
dc.publisher.initialsUNIFAL-MG
dc.publisher.institutionUniversidade Federal de Alfenas
dc.rightsinfo:eu-repo/semantics/openAccess
dc.subject.cnpqCiências da Saúde
dc.subject.enPrimary Health Care
dc.subject.enHealth Workers
dc.subject.enHealth Equity
dc.subject.enIntersectionality
dc.subject.enWorkplace Harassment
dc.subject.enMental Health.
dc.subject.pt-BRAtenção Primária à Saúde;
dc.subject.pt-BRTrabalhadores da Saúde;
dc.subject.pt-BREquidade em Saúde;
dc.subject.pt-BRInterseccionalidade;
dc.subject.pt-BRAssédio no Trabalho;
dc.subject.pt-BRSaúde Mental.
dc.titleCaracterísticas das trabalhadoras e trabalhadores da Atenção Primária à Saúde sob a ótica da equidade e interseccionalidade
dc.title.alternativeCharacteristics of Primary Health Care workers from the perspective of equity and intersectionalit
dc.typeinfo:eu-repo/semantics/bachelorThesis

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