Mestrado em Nutrição e Longevidade
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.unifal-mg.edu.br/handle/123456789/2662
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Navegando Mestrado em Nutrição e Longevidade por Orientador(a) "Ferreira, Eric Batista"
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Item Acesso aberto (Open Access) Alimentação para pessoa idosa: aspectos sensoriais provenientes de necessidades especiais, hábitos e prazeres(2025-07-31) Ferreira, André Luiz; Ferreira, Eric Batista; Chinelate, Gerla Castello Branco; Lima, Daniela BragaO envelhecimento humano é compreendido como uma fase natural do ciclo da vida, cujo início ainda é tema de debate em diferentes linhas de pesquisa. Nesse período, observa-se um declínio progressivo de diversas funções fisiológicas, incluindo aquelas relacionadas aos órgãos sensoriais. A redução da percepção sensorial pode comprometer a longevidade e a qualidade de vida, uma vez que está associada ao surgimento de condições secundárias, como a anorexia e a desnutrição, considerando que a percepção de sabores e aromas desempenha papel essencial na alimentação. Diante desse contexto, torna-se imprescindível que a produção e o preparo de alimentos e produtos alimentícios sejam orientados não apenas por critérios nutricionais, mas também pelo objetivo de preservar o prazer do ato de se alimentar. O presente estudo, de natureza observacional e com revisão da literatura sobre o tema, teve como objetivo compreender as alterações sensoriais associadas ao envelhecimento, bem como as necessidades alimentares específicas, os hábitos e prazeres relacionados à alimentação, além de aspectos do marketing de produtos voltados à população idosa. A amostra foi composta por 489 participantes cadastrados nas Estratégias de Saúde da Família no município de Jesuânia, Minas Gerais. Os dados foram coletados por meio de entrevistas individuais realizadas pelo pesquisador, utilizando instrumento desenvolvido pelos autores, com adaptações de materiais de referência. Para análise estatística, foi aplicado o teste do qui-quadrado, com nível de significância de 5%, a fim de verificar possíveis associações entre as variáveis estudadas. Os resultados revelaram que 50,1% dos participantes relataram preferência por alimentos com textura mais macia, 27,0% referiram alterações no paladar e 17,0% relataram alterações no olfato. Dos participantes, as análises de correspondência mostraram relação entre doenças crônicas com número de medicamentos, alteração no paladar e olfato concomitantes e entre Índice de Massa Corporal com doenças e condições crônicas. Observou-se ainda que apenas 14,1% dos entrevistados encontraram, em lojas físicas ou virtuais, produtos alimentares especificamente desenvolvidos para idosos. Por outro lado, constatou-se um elevado consumo de alimentos considerados saudáveis, como feijão, verduras, legumes e frutas. Por fim, a pesquisa mostrou-se fundamental para apresentar essa lacuna existente com a alimentação da pessoa idosa, uma vez que tal grupo é crescente na população mundial, demanda produtos que atendam suas necessidades, e não encontra produtos específicos no mercado. São necessárias pesquisas que colaborem para a formulação de produtos alimentares que atendam as características sensoriais debilitadas dos idosos e mantenham as qualidades nutricionais, além de incentivar práticas de educação em saúde nos processos culinários, evitando o surgimento/agravamento de doenças crônicas e outras complicações.Item Acesso aberto (Open Access) Proposta de teste acuidade olfatória baseado em óleos essenciais(Universidade Federal de Alfenas, 2022-11-25) Melo, Estéfany Chris Teodro De; Ferreira, Eric Batista; Bertolucci , Suzan Kelly Vilela; Mendonça , Kamilla Soares DeO olfato é um sentido importante na interação com o mundo, mas pouco compreendido. E está envolvido com a percepção de sabores e gostos dos alimentos. Alguns fatores interferem na capacidade olfatória, tais como, idade, doenças nasais, doenças neurodege- nerativas, poluição, Covid-19 e entre outros. Avaliar as desordens do olfato através de uma anamnese direcionada, a partir de um teste de olfatório, confiável facilita a compre- ensão sobre a existência e a severidade de desordens olfatórias na população. Entretanto, não se tem conhecimento de um teste olfatório que reúna as qualidades de ser simples, de fácil aplicação, rápido, barato e acessível. Assim o teste olfatório com óleos essenciais tem a finalidade de determinar um índice de percepção de aromas. Este trabalho é um estudo observacional e transversal em abordagem quantitativa. Que corresponde em um teste piloto e um teste principal. No teste piloto foi composto por dez óleos essenciais com odores de: alecrim, canela cássia, laranja doce, limão siciliano, eucalipto globulus, menta piperita, orégano, palma rosa, funcho e o café verde. Cada óleo essencial foi identificado com um código de três dígitos para garantir o ocultamento dos nomes das fragrâncias. Foram utilizadas fitas olfatórias, para aplicação dos óleos essenciais. Em sala ventilada e ambiente silencioso foi realizado o teste. Sendo recrutados 31 sujeitos sem queixas olfa- tórias prévias, de ambos os sexos, saudáveis e voluntários. Estes inalaram os aromas dos óleos essenciais e responderam um questionário. O teste principal foi feito em dois grupos de estudos. O primeiro grupo de estudo consiste em pacientes do hospital Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Muzambinho – MG. Foram recrutados 50 sujeitos no total, que responderam um questionário e inalaram os aromas dos óleos essenciais para identificação das fragrâncias e o teste de limiar olfativo. E o segundo grupo consiste em 50 sujeitos da Universidade Federal de Alfenas – MG. Que responderam um questionário e inalaram os aromas dos óleos essenciais para identificação das fragrâncias e o teste de limiar olfativo. O teste de limiar olfativo será feito cinco diluições de uma única fra- grância. Todas as análises e gráficos serão feitas por meio do software estatístico R. Os resultados parciais do teste piloto revelaram aspectos positivos da percepção olfatória dos sujeitos estudados, e indicaram às cinco fragrâncias de óleos essenciais que serão usadas no teste principal. E o teste principal destacou que o decréscimo no desempenho olfativo em decorrência do avançar a idade, exposição a poluentes dos sujeitos hospitalizados. E o desempenho olfativos dos sujeitos não hospitalizados demonstra uma capacidade olfativa preservada.
