Medicina
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.unifal-mg.edu.br/handle/123456789/2634
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Navegando Medicina por Orientador(a) "Leitão, Silvia Graciela Ruginsk"
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Item Acesso aberto (Open Access) Os distúrbios do sono em crianças com transtorno do espectro autista(2026-05-21) Oliveira, Marcela de Paula Andrade; Costa, Renata Neiva; Leitão, Silvia Graciela Ruginsk; Soares, Evelise Aline; Cardoso, Rodrigo CamposINTRODUÇÃO: A expressão autismo foi utilizada pela primeira vez por Bleuler em 1911, para designar a perda de contato com a realidade que carregava a dificuldade ou a impossibilidade de comunicação. Ao longo da história, foram relacionadas ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) algumas comorbidades amplamente estudadas até hoje pelos profissionais e pelos estudiosos do neurodesenvolvimento: os distúrbios do sono relacionados ao autismo. Nesta presente revisão, unimos alguns dos estudos que avaliaram a relação do sono e o transtorno do espectro autista, primordialmente, os distúrbios do sono como comorbidade do autismo, associadas no desencadeamento de sofrimento psicológico e alterações na qualidade e quantidade do sono. METODOLOGIA: Este estudo consiste em uma pesquisa revisional redigida com base nos dados colhidos em sites especializados e periódicos, adotando como critério de inclusão trabalhos que utilizavam os descritores: Autismo infantil, TEA, Asperger, distúrbios do sono e DSM. Outrossim, os meios de pesquisa foram bases de dados online: Scielo e PUBMED, além da própria literatura acadêmica didática citadas nas referências. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Verificou-se que crianças com TEA são mais propensas a problemas do sono do que crianças com desenvolvimento neurológico típico e, de acordo com a 3ª edição da Classificação Internacional de Distúrbios do Sono (CIDS-3), classificam-se a insônia e a apneia obstrutiva do sono como os dois distúrbios centrais do sono que acometem pessoas dentro desse espectro. A interpretação do mundo de indivíduos no espectro difere da visão geral de indivíduos neurotípicos, como sua vivência diária e o enfrentamento das situações cotidianas. A noite e a hora do sono, também, são distintos, já que ocorrem sérias alterações do ritmo biológico, cronotipo dos hábitos de sono das crianças autistas. CONCLUSÃO: Há uma tendência para a etiologia dos distúrbios do sono em crianças com TEA ser multifatorial, incluindo causas fisiopatológicas que são parte integrante do fenótipo clínico do TEA. Embora a terapia não farmacológica seja preferida para melhorar a rotina noturna e reduzir os estímulos ambientais perturbadores que afetam o autista, vários estudos concluíram que a administração de melatonina é útil, especialmente em crianças com TEA que apresentam alteração no início do sono.Item Acesso aberto (Open Access) Projetos Jiu-Jitsu Unifal e boxe Unifal como estratégias de promoção da saúde e qualidade de vida: relato de experiência(2026-05-22) Melo, Herus Monteiro; Leitão, Silvia Graciela Ruginsk; Soares, Evelise Aline; Duarte, Gema Galgani de MesquitaEste estudo apresenta um relato de experiência acerca dos projetos de extensão Jiu-Jitsu UNIFAL e Boxe UNIFAL, desenvolvidos no âmbito do programa UNIFAL Sem Estresse, na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG), com foco na promoção da saúde física e mental por meio da prática de artes marciais. A partir da sistematização das atividades realizadas ao longo de 2025 na cidade de Alfenas, Minas Gerais, o trabalho descreve a organização e a dinâmica das aulas semanais abertas à comunidade, estruturadas em momentos de alongamento inicial, preparação física, ensino técnico, execução de drills específicos e prática de luta orientada. O público participante foi composto por adolescentes e adultos da comunidade, com média de quinze a trinta praticantes regulares, reunidos em encontros semanais de boxe e jiu-jitsu conduzidos em ambiente universitário. A experiência evidenciou efeitos positivos relatados pelos participantes, destacando melhora no manejo da ansiedade, fortalecimento da autoestima, ampliação do senso de pertencimento e desenvolvimento de vínculos sociais baseados em respeito mútuo, hierarquia e cooperação. Depoimentos dos praticantes indicaram que os dias de treino representavam momentos de alívio do estresse cotidiano e renovação da disposição emocional, sugerindo que a prática regular das artes marciais pode atuar como ferramenta relevante de equilíbrio psicológico e social. Paralelamente, observaram-se manifestações espontâneas de solidariedade e integração entre os participantes, contribuindo para o fortalecimento do vínculo comunitário. Entre os desafios identificados, destacou-se a limitação de recursos financeiros, fator que restringiu a ampliação de algumas atividades propostas. Em conjunto, a experiência reforça evidências da literatura que apontam as práticas corporais estruturadas como instrumentos importantes de promoção da saúde integral, articulando benefícios físicos, emocionais e sociais. Conclui-se que iniciativas extensionistas baseadas em artes marciais, quando inseridas no ambiente universitário e abertas à comunidade, apresentam potencial significativo para contribuir com a promoção da saúde, o desenvolvimento humano e o fortalecimento de redes sociais de apoio, configurando-se como estratégia relevante de prevenção em saúde e melhoria da qualidade de vida.
