Mestrado em Educação
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.unifal-mg.edu.br/handle/123456789/2655
Navegar
Navegando Mestrado em Educação por Orientador(a) "Julio, Rejane Siqueira"
Agora exibindo 1 - 3 de 3
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Item Acesso aberto (Open Access) De contextualização para atividades baseadas em categorias do cotidiano: uma possibilidade a partir de um livro didático de matemática(2025-12-19) Neves, Sara Maria Fagundes Conti; Julio, Rejane Siqueira; Ferreira, Guilherme Francisco; Silva, Guilherme Henrique Gomes da.Nesta pesquisa, o objetivo é discutir, por meio do livro didático (LD), material ao qual os professores têm fácil acesso, e das contextualizações nele propostas, como transformar aquilo que faz parte de uma contextualização para o desenvolvimento de atividades baseadas em categorias do cotidiano (ABCC). Para isso, a pesquisa foi dividida em dois momentos. No primeiro foi feita uma revisão de literatura sobre categorias do cotidiano e atividades baseadas em categorias do cotidiano, tematizadas sob a perspectiva do Modelo dos Campos Semânticos (MCS. A coleta de dados foi realizada por meio de cruzamento de dados das informações contidas no Currículo Lattes de cada membro da Rede de Pesquisa e Desenvolvimento em Educação Matemática (Rede Sigma-t) e do relatório de busca do Google Acadêmico. Com isso, foram realizadas uma descrição e análise de produções encontradas. No segundo momento foi discutida a noção de contextualização no ensino da matemática e, a partir das produções da revisão de literatura discutimos as diferenças entre as ABCC e a contextualização. Após estabelecermos essas diferenças e realizarmos uma discussão sobre livro didático, apontamos a possibilidade de transformar a contextualização, proposta no LD, em ABCC. O livro didático selecionado para a abordagem dessa possibilidade foi um livro de matemática, do 8° ano do Ensino Fundamental. O MCS foi utilizado como referencial teórico-metodológico em todo processo, em particular, a noção de leitura plausível. Como resultados apontamos que, apesar de pressões de propostas curriculares a serem seguidas, as contextualizações podem ser transformadas em ABCC a partir dos pressupostos: conhecer os alunos, ao invés de tomá-los como dados e sugerir tarefas que seriam direcionadas para eles aprenderem o que naturalmente deveriam aprender; ouvir e lidar com as produções de significados dos alunos, ao invés de utilizá-las somente para validar um conhecimento matemático; praticar o descentramento, de modo a tentar criar um espaço comunicativo; estar atento aos estranhamentos que podem acontecer em sala de aula, problematizando-os ao invés de ignorá-los; ter uma intenção didática, ou seja, saber em que momento deve-se dar abertura para problematizações, ABCC, e em que momento focar em conteúdos, tendo em vista os pressupostos educacionais docentes; reconhecer o projeto político da escola e demandas de políticas públicas, como as que vem das Secretarias Estaduais de Educação. Essas transformações têm a intenção de criar oportunidades para que outros modos de produção de significado, matemáticos ou não, sejam mobilizados em sala de aula e tomados como legítimos. Entretanto, algumas limitações para desenvolver essas tarefas são apontadas, como a necessidade de seguir as instruções que advém de políticas públicas e demandas que chegam na escola, por exemplo. Por fim, consideramos que utilizar as ABCC em sala de aula a partir da transformação de atividades contextualizadas é uma possibilidade, não a única, que contribui na vivência de descentramentos e estranhamentos, bem como na disposição dos professores em aceitar e lidar com as diferenças nas produções de significados.Item Acesso aberto (Open Access) Matemática em cursos de Pedagogia de instituições públicas de Minas Gerais(Universidade Federal de Alfenas, 2023-03-01) Silva, Silvana Inês Dos Santos; Julio, Rejane Siqueira; Paulo, João Pedro Antunes De; Mariano, André Luiz SenaNa presente pesquisa, foi investigado como cursos de Pedagogia desenvolvem a formação voltada para a Matemática dos futuros professores da Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental, considerando que estes profissionais serão os responsáveis pelo processo de ensino desta disciplina no início da escolarização. Assim, com a intenção de compreender como cursos de Pedagogia preparam os futuros professores para ensinar Matemática na educação infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental, foi realizado um estudo dos Projetos Pedagógicos de Cursos (PPC) de Pedagogia, das Instituições de Ensino superior (IES) públicas de Minas Gerais, que oferecem o curso na modalidade presencial. Para isso foi utilizada a pesquisa qualitativa, tendo como referencial teórico o Modelo dos Campos Semânticos (MCS), proposto pelo educador matemático Romulo Campos Lins. A coleta de dados consistiu em pesquisas bibliográficas e documentais. Foram analisados 25 (vinte e cinco) PPC de Pedagogia, com ênfase nas disciplinas relacionadas à Matemática. Foi realizada, também, uma pesquisa caracterizada como revisão de literatura, destacando as ideias centrais sobre a formação de professores que ensinam Matemática na Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental, totalizando 10 (dez) dissertações e teses selecionadas para análise. Os dados coletados foram analisados à luz do Modelo dos Campos Semânticos e de nossa revisão de literatura. Os resultados da análise dos PPC de Pedagogia foram na direção de problematizar os títulos das disciplinas que envolvem matemática, a pouca carga horária dessas disciplinas e a metodologia como aspecto central dessas disciplinas, conforme a revisão de literatura tem apontado. De modo geral, com este trabalho, acredita-se que a contribuição está na possibilidade de modos de produzir significados a partir dos PPC de Pedagogia e nas contribuições do MCS para a formação inicial de pedagogos e pedagogas que irão atuar na Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental.Item Acesso aberto (Open Access) Uma leitura de produções de significados de familiares e estudantes sobre a escola e a disciplina de matemática durante o ensino remoto e presencial em duas escolas públicas de São Lourenço (MG)(Universidade Federal de Alfenas, 2023-08-16) Rocha Filho, Edson Vieira Da; Julio, Rejane Siqueira; Groppo, Luis Antonio; Ferreira, Guilherme FranciscoO presente trabalho tem como objetivo realizar uma leitura das produções de significados de familiares e alunos/as sobre suas relações com a escola e a disciplina de Matemática durante o ensino remoto e presencial. Foi realizado, em um primeiro momento, uma análise da produção bibliográfica sobre a temática escola, família e disciplina de Matemática no Banco de Periódicos da CAPES e em periódicos listados pela Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM). No processo de análise foram constituídas seis categorias de pesquisas que contribuíram para a construção de dois roteiros de entrevistas, um para estudantes, contendo informações pessoais e as relações com a escola, a disciplina de Matemática e a família em assuntos escolares, e outro para um familiar, contendo informações pessoais e a relação com a escola e a participação nas atividades escolares de seu/sua filho/a, incluindo a disciplina de Matemática. Foram realizadas entrevistas com 5 pares de sujeitos (estudante-familiar). No processo de análise, foram constituídos tópicos de discussões: Família e (auto)responsabilização; A pandemia: escola, nós não abrimos mão!; Matemáticas: a escolar e a da rua. O referencial teórico-metodológico da pesquisa foi o Modelo dos Campos Semânticos (MCS), em particular as noções de produção de significado e leituras positiva e plausível. Como resultados, apontamos que os auxílios familiares se deram através da contratação de professores particulares e de cursos para vestibulares e de línguas, de incentivo e de verificações de tarefas escolares para casa. Sobre a pandemia, familiares e alunos/as consideram que ela impactou na aprendizagem por causa do distanciamento com o/a professor/a, nas dificuldades no acesso à internet, na comunicação com a escola e para realizar o ENEM e/ou vestibulares. Alunos/as e familiares caracterizaram matemática de diversos modos. Um espaço comunicativo compartilhado pela maioria de nossos sujeitos foi que a Matemática é útil na vida e está associada a ser usada nas profissões, para as provas de vestibulares e concursos. Consideramos também que a maioria desses sujeitos não gostariam de uma vida sem escola e uma escola sem a Matemática.
