Mestrado em Ciências Biológicas
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Navegando Mestrado em Ciências Biológicas por Assunto "Albumina sérica bovina"
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Item Acesso aberto (Open Access) Avaliação da imunização com nanopartículas de albumina sérica bovina mimétrica a patógeno pela via nasal em modelo de infecção pulmonar causado por Pseudomonas aeruginosa(2024-08-06) Gozzi, William Permagnani; Coelho, Luiz Felipe Leomil; Ferreira, Cyntia Silva; Castro, Lívia de Figueiredo DinizA Pseudomonas aeruginosa é uma das principais bactérias responsáveis por infecções nosocomiais, apresentando grande resistência a antibióticos e relacionada a diversos casos de óbitos, principalmente em pacientes imunocomprometidos. Atualmente não existem vacinas para P. aeruginosa e a busca por novos tratamentos vem se tornando uma prioridade. O uso de nanopartículas (NPs) como sistemas de entrega de antígenos demonstra ser eficiente em diversas situações podendo levar a um maior estímulo do sistema imunológico. Logo, devido à preocupação global com as infecções por P. aeruginosa, o respectivo trabalho tem por principal objetivo verificar a eficiência da imunização nasal por NPs de albumina sérica bovina contendo poliinosínico-policitidílico (poli I:C) (NPPI) e nanopartículas vazias (NPV) em modelo in vivo murino. As NPs sintetizadas foram caracterizadas, apresentando um diâmetro médio de 261 nm (NPV) e 497 nm (NPPI) e potencial zeta próximo de -30mV. As NPs foram utilizadas para imunização de camundongos fêmeas C57BL/pela via intranasal presença ou não de proteínas totais de P. aeruginosa. A produção de anticorpos IgG anti-P. aeruginosa pré infecção foi avaliada por meio de ELISA nos animais imunizados. Após a imunização, os animais foram desafiados com P. aeruginosa e tiveram seus pesos e taxa de sobrevivência acompanhados. Após a morte/eutanásia dos animais, seus pulmões foram retirados e utilizados para quantificação de carga bacteriana em UFC/mL e análise histopatológica. Nossos resultados apontam uma produção de anticorpos IgG anti-P. aeruginosa circulantes no sangue e nos pulmões dos animais. Entretanto a perda de peso dos animais após a infecção e a quantificação de carga bacteriana indicam que os anticorpos não foram protetivos. A histopatologia do pulmão reforçou a ineficácia dos tratamentos em combater a infecção. Portanto, nossos resultados sugerem que a via de administração intranasal não é uma boa rota para induzir imunidade contra P. aeruginosa utilizando nanopartículas miméticas a patógenos.Item Acesso aberto (Open Access) Avaliação do efeito de nanopartículas de albumina sérica bovina associadas ao ácido poliinosínico-policitidílico poli (I:C) sobre o fenótipo de células dendríticas.(Universidade Federal de Alfenas, 2021-03-26) Vieira Júnior, João Carlos Vilela; Coelho, Luiz Felipe Leomil; Magalhães, José Carlos De; Marques, Marcos JoséNanopartículas são estruturas microscópicas que possuem dimensões na faixa de tamanho em torno de 1 nm a 100 nm. As nanopartículas podem atuar como sistemas de entrega de antígenos em formulações vacinas. A maioria das nanopartículas (NPs) possui baixa toxicidade quando são inoculadas ou injetadas em animais. A magnitude da toxicidade das NPs depende de inúmeros fatores, tais como material, via de administração da exposição, tamanho e forma. Elas podem induzir inflamação envolvendo neutrófilos, macrófagos, células dendríticas e outras células efetoras. As células dendríticas (DCs), possuem papel fundamental na mediação da resposta imune inata e na indução da resposta imune adaptativa. A albumina é um polímero natural, biocompatível, biodegradável, não tóxico e não imunogênico e, devido a essas características, as NPs feitas de albumina são promissores sistemas de administração de medicamentos ou antígenos. O presente trabalho possui o objetivo, de produzir e avaliar o efeito de nanopartículas de albumina sérica bovina (BSA) associadas ao ácido poliinosínico-policitidílico (NPPI) sobre o fenótipo de células dendríticas derivadas de medula óssea. No preparo das NPPI foi utilizada a técnica de co-acervação e ligação cruzada com glutaraldeído. Foi feita a análise por DLS, que mostrou que as nanopartículas produzidas em dois pHs testados (5,0 e 7,0) apresentaram resultados discordantes em relação ao tamanho, carga e PDI. As NPPI produzidas em pH 7,0 tiveram um menor tamanho e menor índice de PDI, a partir de então todos os experimentos foram realizados com esse pH. O tamanho da partícula, a sua distribuição e o potencial Zeta foram determinados pela técnica de espalhamento dinâmico de Luz. A morfologia das NPs foi determinada por microscopia de força atômica. As NPPI apresentam tamanho de 497±140,4 nm, carga de -33,66±3,93 mV, PDI de 0,38±0,06 e forma esférica. As análises para determinar a taxa de encapsulamento indicam que se obteve 100% de encapsulamento do ácido poliinosínico-policitidílico poli (I:C). Células da medula óssea de camundongos C57BL/6 foram obtidas e diferenciadas em células dendríticas. Para verificar a estabilidade das NPPI em diferentes temperaturas, estas foram incubadas a 4oC e 37oC por 1, 2, 4 e 7 dias. O primeiro parâmetro a ser analisado foi a quantificação de poli (I:C) no sobrenadante das nanopartículas após a incubação. Os resultados indicaram, que os valores de densidade de ótica (D.O), foram relativamente baixos, indicando que não houve a liberação de poli (I:C) até o sétimo dia de análise. As células foram tratadas com as nanopartículas por 48 horas e o estado de ativação e maturação das células dendríticas foi monitorado através de qPCR para o mRNA IFN-β, CD40 e CD86. Os resultados indicaram um aumento da expressão do mRNA dos genes IFN-β e CD40 nas células tratadas com NPPI. A análise histopatológica da pele de animais inoculados com NPPI demonstrou o recrutamento de células inflamatórias na pele. Os animais do grupo NPVs, apresentaram áreas epidérmicas livre de queratina, e leve aumento da celularidade na derme profunda. Os animais dos grupos NPPI e poli (I:C) apresentaram padrão morfológico epidérmico semelhante ao grupo PBS. Em relação a contagem de células no tecido analisado foi possível observar um aumento significativo da celularidade em todos os grupos tratados com nanopartículas (NPPI, NPVs) e no grupo inoculado com poli (I:C). Portanto, os resultados demonstraram o potencial das NPPI em serem utilizadas como adjuvante em plataformas vacinais.
