Mestrado em Nutrição e Longevidade
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.unifal-mg.edu.br/handle/123456789/2662
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Navegando Mestrado em Nutrição e Longevidade por Assunto "Aging"
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Item Acesso aberto (Open Access) Avaliação da estratégia saúde da família no enfrentamento da hipertensão, diabetes e obesidade em pessoas idosas de Minas Gerais: um estudo ecológico de morbimortalidade(2024-08-30) Estevam, Thays de Oliveira; Vidigal, Fernanda de Carvalho; Hermsdorff, Helen Hermana Miranda; Brito, Tábatta Renata Pereira deA transição demográfica, associada à transição epidemiológica, define o aumento populacional de pessoas idosas e da prevalência de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), Diabetes Mellitus (DM) e obesidade que são condições crônicas não transmissíveis. A Atenção Primária à Saúde (APS) é a porta de entrada do sistema de saúde, sendo assim o objetivo desse trabalho foi avaliar a APS no enfrentamento das Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNT), especificamente a HAS, DM e obesidade em pessoas idosas de Minas Gerais (MG). Trata-se de um estudo do tipo ecológico de séries temporais entre os anos de 2012 e 2021 com base em dados secundários dos sistemas de informação público. O número de internações foi coletado no Sistema de Informações Hospitalares (SIH), o número de óbitos foi extraído do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), o número de consultas foi por meio do Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB) e, por fim, o acesso ao nível de cobertura da ESF foi pelo e-gestor Atenção Básica (AB). A variável considerada dependente foi: grupos de causas de internação e mortalidade presentes na lista do CID-10, e a variável independente foram os anos- calendário. As análises de tendência foram realizadas por regressão linear pelo método de Prais-Winsten e as correlações de variáveis com distribuição normal foi de Pearson e não normal a correlação utilizada foi Sperman. As taxas de internações por HAS, DM e obesidade tiveram tendência decrescente, estacionária e crescente, respectivamente. Os resultados referentes as tendências das taxas de mortalidade por HAS, DM e obesidade foram crescentes em todas as condições avaliadas. Com relação as análises de correlação com os indicadores da ESF, os resultados encontrados apontam que a taxa de atendimentos e o percentual de cobertura da ESF influenciam na diminuição da taxa de internação por HAS, porém a taxa de mortalidade correlacionada com a taxa de atendimento foi positiva. A correlação entre a taxa de atendimento e percentual de cobertura da ESF comparado com a taxa de internação na DM não foi significativo estatisticamente e, quando comparado com a taxa de mortalidade a correlação foi positiva muito forte e forte, respectivamente. Por fim, a correlação entre a taxa de atendimento e percentual de cobertura da ESF com a taxa de internação foi positiva forte e quando correlacionados com a taxa mortalidade a correlação foi positiva moderada, sugerindo que apesar do aumento dos atendimentos e expansão da cobertura da ESF, aumenta as internações e óbitos. Diante disso, pesquisas de séries temporais e a correlação com os indicadores de saúde podem direcionar os gestores de saúde na implantação de políticas públicas de promoção da longevidade por meio do enfretamento das CCNT, principalmente a obesidade.Item Acesso aberto (Open Access) Multimorbidade em pessoas idosas e sua relação com ambiente alimentar: estudo seccional(2025-02-27) Salomão, Paloma Teixeira; Brito, Tábatta Renata Pereira de; Lima, Daniela Braga; Simões, Tânia Mara RodriguesIntrodução: O ambiente alimentar é composto pelo ambiente físico, econômico, político e sociocultural, e pode determinar oportunidades ou barreiras para adoção de uma alimentação saudável, o que, consequentemente, pode influenciar a condição de saúde das pessoas. Dentre as classificações propostas para o ambiente alimentar comunitário, os desertos alimentares são compreendidos como locais onde o acesso a alimentos in natura ou minimamente processados é escasso ou impossível. Já os pântanos são locais em que predomina a venda de produtos altamente calóricos com poucos nutrientes, como no caso das redes de fast food e lojas de conveniência. Especialmente entre as pessoas idosas, aspectos relacionados ao ambiente alimentar podem ter relação com multimorbidade, o que suscita a importância de se desenvolver estudos nessa temática. Objetivo: Analisar a associação entre o ambiente alimentar e multimorbidade entre pessoas idosas residentes na comunidade. Método: Trata-se de um estudo seccional onde foram obtidos dados socioeconômicos, de saúde e referentes ao ambiente alimentar de uma amostra de 434 pessoas idosas residentes na área urbana do município de Alfenas/MG. A coleta de dados foi desenvolvida em duas etapas: entrevista pessoal e coleta de dados secundários junto à Secretaria Municipal de Vigilância Sanitária do município para fins de classificação dos estabelecimentos comerciais de alimentos. Além das variáveis desertos e pântanos alimentares, para a avaliação do ambiente alimentar comunitário foram utilizadas as variáveis número de estabelecimentos que comercializam alimentos in natura, número de estabelecimentos mistos e número de estabelecimentos que comercializam alimentos ultraprocessados. Foi considerada multimorbidade a ocorrência de duas ou mais condições crônicas de saúde no mesmo indivíduo. Utilizou-se regressão logística multivariada para a análise de associação, sendo que sua magnitude foi estimada pela razão de chances (OR) bruta e ajustada. As análises estatísticas foram feitas pelo STATA 17.0, e os mapas do ambiente alimentar foram realizados através do programa R na versão 4.3.1. Resultados: No que diz respeito à caracterização da amostra de acordo com aspectos do ambiente alimentar, a mediana do número de estabelecimentos que comercializam alimentos in natura foi 0 (percentil 25=0; percentil 75=1), a de estabelecimentos que comercializam ultraprocessados também foi 0 (percentil 25=0; percentil 75=2), e em relação aos estabelecimentos mistos a mediana foi de 01 estabelecimento (percentil 25=0; percentil 75=2). A proporção de pessoas idosas que residiam em região de deserto alimentar foi de 26,7% e em região de pântano alimentar foi de 47,7%. No que diz respeito a associação entre aspectos do ambiente alimentar e multimorbidade, observou-se que quanto maior o número de estabelecimentos que comercializam alimentos in natura, menor a chance de multimorbidade entre as pessoas idosas participantes (OR=0,80; IC95%=0,65-0,98). Conclusão: Foi observado que residir em um ambiente próximo a estabelecimentos que comercializam alimentos in natura diminui as chances de multimorbidade entre as pessoas idosas avaliadas. Esses resultados reforçam a importância da disponibilidade de estabelecimentos que comercializam alimentos in natura em diferentes pontos dentro da comunidade e reitera a relevância do consumo de alimentos in natura para a manutenção da saúde e prevenção de doenças crônicas.
