Ciências Econômicas
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Navegando Ciências Econômicas por Assunto "Ciências Sociais Aplicadas"
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Item Acesso aberto (Open Access) A relação comercial Brasil–China entre 2009 e 2024: desafios e perspectivas para a inserção brasileira(2025-12-16) Marques, Luís Otávio Andrade; Martins, Nildred Stael Fernandes; Querino, Fabiane Fidelis; Miranda, Bernardo Pádua Jardim deA relação comercial entre Brasil e China ganhou destaque nas últimas décadas e passou a desempenhar papel central na dinâmica econômica brasileira, sobretudo pela forte presença de bens primários nas exportações brasileiras e de manufaturas nas importações oriundas da China. Nesse cenário, compreender como essa interação se insere nas Cadeias Globais de Valor e quais implicações traz para a estrutura produtiva nacional torna-se fundamental, especialmente diante das transformações recentes da economia mundial. Assim, este trabalho tem como objetivo analisar a evolução do comércio bilateral entre Brasil e China, considerando também o posicionamento de cada país nas Cadeias Globais de Valor e o grau tecnológico dos produtos comercializados de 2009 a 2024. Para isso, utilizaram-se dados de comércio exterior e indicadores tecnológicos, analisados por meio de métodos estatísticos descritivos e interpretação comparativa. Os principais resultados revelam que, embora o Brasil obtenha ganhos relevantes com a exportação de commodities, esse padrão reforça a especialização primária e amplia a dependência de produtos industriais chineses, dificultando o avanço em setores mais complexos. Além disso, os dados mostram que as importações provenientes da China se concentram em bens de média e alta tecnologia, o que evidencia um descompasso produtivo entre os países. De modo geral, o estudo indica que, apesar dos benefícios econômicos de curto prazo, a relação comercial atual desafia o Brasil a fortalecer sua base industrial e tecnológica para mitigar vulnerabilidades e se firmar na nova configuração geopolítica global.Item Acesso aberto (Open Access) O comportamento do consumidor de chocolates e a reduflação como estratégia de marketing(2025-11-18) Coldibeli, Carlos Eduardo Padilha; Frias, Lincoln Thadeu Gouvêa de; Gambi, Thiago Fontelas Rosado; Pereira, Fernando BatistaO chocolate é um produto que possui relevância mundial e cujo mercado tem passado por transformações nos últimos anos. Nesse sentido, o presente trabalho tem como objetivo apresentar os aspectos gerais do mercado de chocolates no Brasil, analisando as características do comportamento do consumidor desse produto, com atenção especial à prática da reduflação como estratégia de marketing (a redução da quantidade de produto, porém com manutenção do preço). Como metodologia, será adotada a revisão de literatura a partir de fontes acadêmicas e referências jornalísticas. Dentre os resultados encontrados, está a ocorrência de uma segmentação desse mercado na atualidade e, por conta da pressão derivada da escassez do cacau, as empresas, a fim de manter a competitividade, muitas vezes praticam a reduflação, o que afeta, no modelo de comportamento do consumidor estudado, especialmente, as etapas de busca por informações e tomada de decisão, a partir da distorção do preço real.Item Acesso aberto (Open Access) O desempenho das exportações brasileiras de minério de ferro no comércio mundial: uma análise de Constant Market Share (CMS) de 2016 a 2024(2025-12-11) Pádua, Ana Terra Proença de; Franchini, Alinne Alvim; Franco, João Marcos Caixeta; Matos, Cirlene Maria deEste trabalho teve como objetivo analisar o desempenho do Brasil nas exportações de minério de ferro entre 2016 e 2024, através da metodologia do Constant Market Share (CMS) para explicar a variação do valor exportado e a evolução da participação brasileira no mercado mundial, ao longo de três períodos: Período I (2016–2018), Período II (2019–2021) e Período III (2022–2024). A análise considerou os principais destinos das exportações brasileiras, com destaque para China, Japão, Malásia, Omã e Países Baixos (Holanda). Os resultados evidenciam que, no comparativo entre o Período I e o Período II houve um aumento importante nas exportações brasileiras, impulsionado pelo crescimento do mercado internacional e por efeitos positivos de competitividade e distribuição, resultando em leve aumento do market-share de 16,25% para 16,61%. Já para os Períodos II e III, observou-se redução no efeito tamanho de mercado e distribuição negativa, indicando queda da demanda nos destinos tradicionais. Em contrapartida, o efeito o efeito competitividade cresceu de forma expressiva, elevando o marketshare de 16,61% para 31,77%. Esse avanço está relacionado a estratégias da Vale S.A., como centros de distribuição no exterior e a aquisição da Gulf Industrial Investment Company (GIIC) no Bahrein, que ampliaram a eficiência logística e reduziram custos. Além disso, ao avaliar o perfil dos principais concorrentes, observa-se que, embora a Austrália seja a maior produtora e exporte cerca de 97% de sua produção, seu minério possui menor teor de qualidade, evidenciando a vantagem competitiva brasileira baseada no maior valor agregado da commodity nacional.Item Acesso aberto (Open Access) Relação entre taxa de câmbio e balança comercial no Brasil: uma abordagem econométrica (2000–2024)(2025-12-16) Menezes, Bruno de Oliveira; Franchini, Alinne Alvim; Martins, Nildred Stael Fernandes; Simão, Sérgio DomingosEste trabalho analisa a relação entre a taxa de câmbio e o saldo da balança comercial brasileira, no período de 2000 a 2024, analisando empiricamente o impacto da taxa de câmbio sobre o saldo da balança comercial brasileira, considerando também o PIB e a taxa de juros. A pesquisa fundamenta-se em conceitos relacionados à taxa de câmbio e realiza um breve panorama econômico, com ênfase em indicadores relacionados ao comércio exterior, marcado por eventos como o boom das commodities, a crise financeira de 2008, a recessão de 2014–2016, a pandemia de COVID-19 e o conflito Rússia–Ucrânia. Metodologicamente, utiliza-se dados mensais do Banco Central do Brasil (BACEN), Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) e Bank for International Settlements (BIS), aplicando testes de raiz unitária, seleção de defasagens e estimação de um modelo VAR(4), complementado por análises de estabilidade, funções de resposta ao impulso e decomposição da variância. Os resultados indicam que a dinâmica da balança comercial é influenciada por sua trajetória passada e pelo PIB, enquanto a taxa de câmbio impacta no saldo comercial de forma mais gradual. Conclui-se, dessa forma, que o câmbio, embora relevante, não atua de forma isolada como mecanismo de ajuste externo, sendo apenas um entre vários determinantes que influenciam a dinâmica comercial brasileira.
