Maquinaria dos espaços escolares no Brasil : um estudo sobre a produção subjetiva e disciplinar a partir de Foucault
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Resumo
A presente pesquisa se propõe a investigar, na área de Fundamentos da Educação e Práticas Educacionais, questões relacionadas à genealogia dos espaços disciplinares nas escolas brasileiras, em consonância com o pensamento do filósofo francês Michel Foucault. Para que tais análises se desenvolvessem, foi realizada uma pesquisa qualitativa de base bibliográfica, fundamentada nas obras do referido pensador francês. Estas forneceram, enquanto caixa de ferramenta, bases para a análise da genealogia dos espaços disciplinares da “maquinaria dos espaços escolares no Brasil”. Enquanto pesquisa genealógica, as ferramentas utilizadas pediram um recuo para dados coletados, cujas estratégias históricas revelam acontecimentos que permitem dialogar nas veredas dos espaços disciplinares das políticas educacionais escolares. A partir dos dados coletados, surgem as análises que sustentaram os capítulos subsequentes. No primeiro capítulo, realizou-se um estudo sobre a genealogia no pensamento foucaultiano frente ao surgimento dos espaços disciplinares nas escolas. No segundo capítulo, desenvolveu-se um estudo dos métodos disciplinares empregados nos espaços das aldeias e das escolas jesuítas. Para tal, tomaram-se por base algumas obras e relatos dos primeiros padres jesuítas no Brasil colonial. Após essa etapa, abre-se, enquanto ressonância na pesquisa, o impacto que a genealogia disciplinar ocasionou nos espaços históricos das escolas. No terceiro capítulo, a pesquisa tem como objeto de análise os dispositivos da biopolítica frente aos interesses do neoliberalismo econômico nos espaços e nas vidas dos estudantes, a partir da implementação da Lei 13.415/17, do Novo Ensino Médio. Defende-se que este corpo normativo, ao entrar em vigor em 2022, suscitou e colocou em xeque sua funcionalidade enquanto formato e papel educacional na vida e nos espaços dos estudantes. Dentro destas perspectivas, uma provocação e uma resposta se levantam nos meios dos movimentos estudantis e entre professores como formas de resistências que se espalharam por todo solo brasileiro frente ao novo modelo educacional implantado pela reforma educacional. Por fim, espera-se que esta pesquisa seja uma singela contribuição para a redemocratização dos espaços escolares na formação subjetiva de cada estudante frente às relações de poderes que marcam a história e a formação das escolas nacionais.
