Crescimento econômico, desigualdade social e limites estruturais no período do "Milagre Econômico" (1968–1973)
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Resumo
Este trabalho analisa a relação entre o crescimento da economia brasileira durante o chamado "Milagre Econômico" (1960–1980), a desigualdade social e as limitações estruturais do modelo de desenvolvimento adotado no período. Embora o país tenha registrado elevadas taxas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), rápida industrialização e forte atuação do Estado na economia, esse processo foi acompanhado pelo aumento da concentração de renda, pela compressão dos salários e pela ampliação da dependência de financiamento externo. A pesquisa fundamenta-se nas contribuições de Maria da Conceição Tavares, Celso Furtado, Paul Singer e Fabio Giambiagi, sendo desenvolvida por meio de pesquisa bibliográfica e documental, com revisão histórica do período e análise de dados do Banco Central do Brasil (BACEN) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Os resultados demonstram que, apesar da modernização produtiva e do expressivo crescimento da economia brasileira, os benefícios foram distribuídos de forma desigual, em um contexto de crescente endividamento externo e persistência das desigualdades sociais. Conclui-se que o crescimento econômico, por si só, não garante o desenvolvimento, pois a ausência de mudanças estruturais compromete a sustentabilidade do crescimento no longo prazo.
