Medicina
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.unifal-mg.edu.br/handle/123456789/2634
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Navegando Medicina por Orientador(a) "Soares, Evelise Aline"
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Item Acesso aberto (Open Access) A relação intrínseca entre a privação de sono e o desenvolvimento de obesidade(2026-03-26) Silva, Emanuelly Ledo; Braga, Marcos Felipe Teodoro; Soares, Evelise Aline; Silva, Thiago Donizeth da; Salomão, Anelena MorettoEste trabalho analisa a relação intrínseca entre a privação do sono e o desenvolvimento da obesidade, fundamentando-se em mecanismos neuroendócrinos e dados epidemiológicos. Sabe-se que o sono é um processo fisiológico vital para a homeostase e o equilíbrio biopsicossocial; contudo, as exigências da sociedade pós-moderna têm induzido a população a padrões de repouso insuficientes para o restabelecimento das funções orgânicas. Além disso, o estudo destaca que a redução do tempo de sono desregula o complexo hormonal leptina-grelina, pilares do controle do apetite. A investigação demonstra que o débito de sono provoca o decréscimo dos níveis de leptina e o acréscimo de grelina, resultando em aumento da fome e da ingestão calórica. No que tange às repercussões clínicas, discute-se a Síndrome da Apneia e Hipopneia Obstrutiva do Sono (SAHOS), que apresenta uma associação de risco bidirecional com a obesidade. Paralelamente à análise fisiológica, este trabalho examina evidências epidemiológicas que associam a má qualidade do sono ao aumento do Índice de Massa Corporal (IMC) em diversos ciclos da vida. Por fim, sugere-se que o reconhecimento do sono como uma necessidade fisiológica fundamental é um parâmetro crucial para as políticas de saúde pública e para a compreensão da fisiopatologia metabólica contemporânea.Item Acesso aberto (Open Access) Análise da presença de ilustrações anatômicas de indivíduos de pele negra nos principais livros e atlas de anatomia recomendados na educação médica brasileira(2026-03-23) Oliveira, Lucas Hosken Vieira; Lima, Gabriela Miranda; Andrade, Eduardo Françoso de; Soares, Evelise Aline; Salomão, Anelena Moretto; Silva, Thiago Donizete daIntrodução: O ensino da anatomia humana constitui o alicerce epistemológico da formação médica, sendo os seus conteúdos indispensáveis no ciclo básico das faculdades de medicina. Esta disciplina articula componentes teóricos e práticos — prioritariamente mediante a dissecação de cadáveres — e utiliza abordagens metodológicas subsidiadas por atlas anatômicos e livros-texto. Nesse cenário, a representatividade da diversidade de tons de pele no ambiente acadêmico, e especificamente na literatura de referência, revela-se imperativa para a qualificação de profissionais aptos a atuar na realidade brasileira, caracterizada por vasta pluralidade étnico-racial. O presente artigo objetiva inventariar as principais obras recomendadas no ensino de anatomia em cursos de Medicina no Brasil, analisando a frequência de representações de indivíduos negros. Metodologia: Realizou-se um levantamento dos Projetos Pedagógicos de Curso (PPCs) de graduações em Medicina no país, por meio de consulta pública aos repositórios oficiais das instituições de ensino superior, a fim de identificar as bibliografias básicas constantes nos planos de ensino de Anatomia Humana. Resultados: Os dados coletados evidenciaram uma escassez de ilustrações que representem indivíduos negros nas obras de referência, ratificando um histórico de ensino predominantemente eurocêntrico, com hegemonia de modelos caucasianos (pele branca). Conclusão: O estudo demonstra que as bibliografias básicas adotadas apresentam baixa representatividade racial, expondo um descompasso entre o material didático e a realidade fenotípica da população assistida pelos futuros médicos no Brasil.Item Acesso aberto (Open Access) Como o sono influencia no diabetes mellitus tipo 2: uma revisão integrativa(2026-03-24) Silva, Bibiana Ribeiro da; Baldani, Gabriela Quaglio Negrão; Soares, Evelise Aline; Silva, Thiago Donizeth da; Salomão, Anelena MorettoA Diabetes Mellitus tipo 2 constitui um distúrbio metabólico caracterizado por hiperglicemia crônica, resultante da interação entre resistência periférica à ação da insulina e disfunção progressiva da secreção de insulina pelas células pancreáticas. O sono é um processo biológico e comportamental fundamental para a manutenção da homeostase do organismo, trata-se de um estado fisiológico ativo, caracterizado por alterações cíclicas na atividade cerebral, na função autonômica e na secreção hormonal. A relação entre desenvolvimento de DM2 e as alterações de sono, especialmente quanto aos extremos de duração e má qualidade, é fortemente destacada na literatura. Os estudos mais atuais sugerem que a desregulação constante dos ciclos de sono provoca aumento da resistência à insulina, desequilibrando hormônios que controlam o apetite e a saciedade e afetando o metabolismo da glicose. A presente revisão buscou compreender se a falta de horas de sono poderia realmente provocar um estado de resistência à insulina ou Diabetes Mellitus tipo 2 e, em especial, como se daria esse processo. Para isso, as autoras buscaram estudos publicados em revistas de alto impacto entre 2014 e 2024, que estavam gratuitamente disponíveis nas plataformas Pubmed, BVS e Scielo. Esses estudos deveriam, para serem selecionados, analisar esta relação e propor explicações para o fenômeno. Dos trabalhos encontrados, foram excluídos aqueles que se repetiam, não tratavam explicitamente sobre o assunto ou que não seguiam a mesma definição de DM2 que este trabalho. Ao todo, foram selecionados 20 artigos que são apresentados durante esta revisão de literatura. Assim, concluiu-se que a falta, tal como o excesso, de horas de sono ou de boa qualidade pode predispor ao desenvolvimento da doença. Com isso, percebemos a importância de mais estudos para melhor compreensão do fenômeno em termos de fisiopatologia, e de se adicionar às recomendações à população para prevenção da doença a manutenção de bons hábitos de sono.Item Acesso aberto (Open Access) Ilustrações anatômicas de gravidez no século XVIII: ciência, técnica e ética na obra de William Hunter(2026-03-30) Mendes, Jéssica Caroline Capela; Soares, Evelise Aline; Silva, Thiago Donizeth da; Salomão, Anelena MorettoEste artigo realiza uma análise histórico-crítica da trajetória e das contribuições do anatomista e obstetra escocês William Hunter, com ênfase em sua influência para a consolidação da anatomia obstétrica no século XVIII. A partir de revisão bibliográfica, o estudo examina sua obra monumental, Anatomia Uteri Humani Gravidi Tabulis Illustrata (1774), destacando suas inovações metodológicas, como o uso de técnicas avançadas de dissecação estratificada e a produção de ilustrações anatômicas executadas diretamente a partir da observação de cadáveres de gestantes. A análise evidencia como o atlas revolucionou a representação do útero grávido e do feto in situ, fornecendo base empírica inédita para o avanço da obstetrícia, contribuindo para a medicalização do parto e para a institucionalização dos man-midwives na prática clínica europeia. Paralelamente, o artigo problematiza as condições éticas de obtenção dos corpos utilizados, discutindo a provável relação com práticas de exploração de mulheres socialmente vulneráveis, cujas identidades foram apagadas do registro histórico. Argumenta-se que a obra de Hunter deve ser compreendida simultaneamente como marco científico e como documento revelador das tensões entre progresso médico e desigualdades sociais no contexto iluminista. Conclui-se que o estudo crítico de sua produção permanece fundamental para a compreensão da evolução do saber anatômico-obstétrico e para o fortalecimento da reflexão bioética na formação médica contemporânea.Item Acesso aberto (Open Access) Impactos da má qualidade do sono no risco de síndrome metabólica em adultos(2026-03-26) Ferreira, Julia Leite; Machado, Júlia de Oliveira; Soares, Evelise Aline; Duarte, Gema Galgani de Mesquita; Salomão, Anelena MorettoA Síndrome Metabólica, uma entidade fisiopatológica multifatorial, tem como fator de risco a má qualidade do sono. Assim, essa revisão busca integrar esses dois fatores, analisando os distúrbios do sono como preditores de risco da Síndrome Metabólica, bem como seus componentes associados. Por meio de pesquisas nas bases de dados PUBMED, LILACS e SciELO, foram selecionados 23 artigos para compor o estudo. A partir da análise dos artigos incluídos, foi constatado que diversos aspectos do sono de má qualidade, como a duração do sono, os distúrbios do sono e o ciclo sono-vigília estão associados ao surgimento de alterações endócrinas, incluindo-se a Síndrome Metabólica ou pelo menos um de seus componentes associados. Assim, reitera-se a necessidade de uma abordagem multidisciplinar de profissionais para que, além de bons hábitos de vida, como alimentação saudável e prática de atividade física, também seja implementado uma boa higiene do sono nos pacientes.Item Acesso aberto (Open Access) Influências do consumo de bebidas alcoólicas para a qualidade do sono(2026-03-24) Carminatti, Caroline Medeiros; Silva, Daniel Paranhos Garcia; Alves, Marco Túlio Magalhães; Soares, Evelise Aline; Silva, Thiago Donizeth da; Salomão, Anelena MorettoINTRODUÇÃO: O álcool é uma substância comumente utilizada para indução do sono, devido suas propriedades depressoras do sistema nervoso central, provocando, uma sensação desinibidora, seguida de euforia, bem como um efeito anestésico. Essa substância atua na redução da latência do sono durante a primeira metade da noite, gerando um efeito contrário na segunda parte. O sono possui 5 estágios cíclicos, que se repetem durante a noite, predominando 2 fases alternantes: NREM e REM, os quais sofrem maiores alterações mediante a ingestão do álcool. O presente estudo observou que a ingestão de bebidas alcoólicas afeta a arquitetura e os estágios do sono, mediante a alterações fisiológicas que aumentam ou reduzem o tempo de cada etapa. METODOLOGIA: Esse artigo se caracteriza como uma revisão integrativa de 19 artigos. Para tanto, foi feita uma revisão no período de 2007 a 2023 nas bases de dados PubMed, CAPES, ELSEVIER e Google acadêmico. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Sendo assim, observou-se que o sono REM é reduzido na primeira metade da noite e aumentado na segunda, o sono de ondas lentas aumenta, o tempo total de sono diminui e a latência de início do sono diminui; tais efeitos podem ser explicados pelas propriedades agonistas que o álcool possui em relação ao neurotransmissor GABA. A longo prazo, tais consequências podem gerar insônia e uma redução drástica da qualidade do sono. CONCLUSÃO: Logo, é evidente uma relação direta entre o consumo de álcool e alterações fisiológicas do sono, sendo este um potente causador de distúrbios na arquitetura do sono.
