Mestrado e Doutorado
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.unifal-mg.edu.br/handle/123456789/2560
Navegar
Navegando Mestrado e Doutorado por Cursos "Mestrado em Ciências Biológicas"
Agora exibindo 1 - 15 de 15
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Item Embargo Análise da modulação imunometabólica de macrófagos estimulados por ômega-3 e seus efeitos sobre a proliferação bacteriana(2026-03-27) Sousa, Priscila Vilela; Corsetti, Patrícia Paiva; Santos, Thaís Cristina Ferreira; Rabelo, Ana Carolina SilveiraCompostos naturais como ômega-3, incluindo o ácido eicosapentaenoico (EPA) e o ácido docosahexaenoico (DHA), exercem efeitos imunomoduladores importantes. Essas modulações promovem a resolução da inflamação que contribuem para a homeostase imunológica. Essas propriedades são particularmente relevantes no contexto de doenças infecciosas, nas quais respostas inflamatórias exacerbadas podem agravar os danos teciduais. Pseudomonas aeruginosa é um patógeno oportunista, gram-negativo e de alta prevalência em infecções nosocomiais. Embora as propriedades anti-inflamatórias do ômega-3 sejam bem reconhecidas, ainda não está claro se esses compostos podem induzir um estado hiporresponsivo ou tolerogênico durante infecções bacterianas, modulando a ativação imune sem comprometer o controle microbiano. Assim sendo, este estudo avaliou os efeitos do ômega-3 nas respostas inflamatórias, reprogramação metabólica e das vias de sinalização em macrófagos derivados da medula óssea (BMDMs) infectados com Pseudomonas aeruginosa. BMDMs de camundongos da linhagem C57BL/6 foram pré-tratados por 3 horas com 26 mg de DHA e 36 mg de EPA e em seguida, foram estimulados com P. aeruginosa (PA14), bactérias mortas pelo calor (HKPA) ou lipopolissacarídeos (LPS). O pré-tratamento com ômega-3 reduziu a produção dos mediadores pró-inflamatórios, incluindo TNF-α, IL-1β, óxido nítrico e NLRP3 em macrófagos estimulados com PA14 e HKPA, enquanto a secreção de IL-10 também foi reduzida sob esses mesmos estímulos. No entanto, o estímulo com ômega-3 aumentou a produção de IL-10 em condições basais. A análise da expressão gênica revelou uma regulação positiva dos marcadores associados a macrófagos anti-inflamatórios - M2 (ARG1 e CD206), sem alterações no marcador para iNOS em macrófagos pró-inflamatórios - M1, indicando uma mudança de perfil para resposta imune semelhante a M2. Análises metabólicas e transcricionais demonstraram supressão das vias glicolíticas e indução do metabolismo oxidativo impulsionado por lipídios. Ômega-3 não alterou a proliferação da bactéria P. aeruginosa, mas aumentou a fagocitose bacteriana pelos macrófagos. O acoplamento molecular sugeriu que ácidos graxos ômega-3 interagem com alvos inflamatórios-chave, incluindo GPR120 e PPARγ. De forma consistente, o antagonismo farmacológico do PPARγ reverteu os efeitos supressores do ômega-3 na produção de TNF-α e IL-1β e na expressão do NLRP3. Esses resultados indicam que o ômega-3 modula as respostas imunes e o metabolismo dos macrófagos durante a infecção por P. aeruginosa, promovendo um fenótipo anti-inflamatório e metabolicamente adaptado sem prejudicar a eliminação bacteriana.Item Acesso aberto (Open Access) Análise da transferência celular adotiva de macrófagos estimulados com BCG no controle do câncer de mama triplo-negativo em modelo murino(2025-02-21) Santos, Joyce Alves dos; Almeida, Patricia Paiva Corsetti de; Santos, Thaís Cristina Ferreira dos; Rabelo, Ana Carolina SilveiraO câncer de mama é uma das principais causas de morte entre mulheres no Brasil e no mundo. Entre seus subtipos, o câncer de mama triplo-negativo (TNBC) tem o pior prognóstico, por ser o mais agressivo e não apresentar três principais receptores (estrogênio, progesterona e HER2) que são os alvos de terapias específicas para o câncer de mama. No microambiente tumoral, há infiltração de células imunes, principalmente macrófagos que desempenham papéis importantes no combate tumoral. Os macrófagos podem ser induzidos a um estado anti-inflamatório pró tumoral (M2), enquanto um fenótipo pró-inflamatório (M1) seria mais importante para o controle do tumor. A BCG (Bacilo Calmette-Guérin) é a única vacina que protege contra tuberculose em humanos e vem sendo estudada no tratamento de alguns tipos de cânceres. O objetivo desse trabalho foi avaliar o efeito do BCG na estimulação de macrófagos derivados da medula óssea (BMDMs) bem como o efeito in vivo utilizando BMDMs estimulados pelo BCG (BMDM+BCG) no tratamento do câncer de mama triplo negativo (células 4T1). Para isso, BMDMs derivados de camundongos fêmeas da linhagem BALB/c, foram estimulados com BCG ou seus controles e seus sobrenadantes foram coletados para análises de consumo de glicose, produção de lactato, NO e citocinas IL-10 e TNF-α. Ensaio de migração celular foi realizado para análise do efeito do meio condicionado sob as células 4T1. O estímulo com BCG em BMDMs levou ao aumento do consumo de glicose, produção de lactato, óxido nítrico e TNF-α além de impedir parcialmente a migração de células tumorais 4T1. Após análises, os BMDMs estimulados com BCG ou seus controles foram utilizados como tratamento do câncer de mama triplo negativo pela transferência celular adotiva in vivo. Foi realizada a indução do tumor de mama triplo negativo (células 4T1) em camundongos BALB/c e no dia 11 os animais foram tratados em dose única com injeção subcutânea no mesmo local da indução do tumor com: PBS, BMDMs+BCG, apenas BMDMs, BCG ou quimioterápico 5FU (5 Fluorouracil). O tratamento com BMDM+BCG diminuiu a perda de peso, melhorou o consumo de ração dos animais e diminuiu o volume tumoral. Além disso, a análise histopatológica da pele mamária, demonstrou que o tratamento BMDM+BCG levou a redução significativa no acúmulo de células tumorais, semelhante ao encontrado no grupo 5FU, porém, apresentou maior infiltração inflamatória no fígado e pulmão, caracterizando uma resposta inflamatória mais robusta, que apesar de ser eficaz no combate as células cancerosas, pode gerar maior dano tecidual e comprometimento funcional dos órgãos. O tratamento apenas com BCG apresentou menor eficácia na diminuição do volume tumoral em relação ao tratamento com BMDM+BCG e demonstrou menor infiltração inflamatória nos tecidos. É possível concluir que o tratamento com BMDM estimulado com BCG apresenta eficácia no combate ao crescimento tumoral. Contudo, a resposta inflamatória robusta pode prejudicar a integridade dos órgãos, sendo necessários mais estudos para avaliar o tratamento a longo prazo, além de estratégias no controle da resposta inflamatória. Esta abordagem abre caminhos para terapias futuras contra o câncer de mama triplo negativo.Item Acesso aberto (Open Access) Análise in silico para determinação de novos fármacos para Peritonite Infecciosa Felina (PIF)(2025-08-21) Falleiros, Lorena; Silveira, Nelson José Freitas da; Henrique, Tiago; Franchin, MarceloA Peritonite Infecciosa Felina (PIF) é uma doença infectocontagiosa sistêmica provocada pelo Coronavírus Felino (FCoV), que infecta o trato respiratório e gastrointestinal e causa uma vasculite imunomediada, como também uma inflamação piogranulomatosa. Medicamentos anti-inflamatórios e imunossupressores são usados para inibir o processo inflamatório, com o intuito de aliviar os sintomas. Porém, ainda não há nenhum relatório sobre o uso bem-sucedido de terapias virais acessíveis e seletivas para o tratamento da PIF em gatos. Neste estudo, foi realizada uma abordagem in silico para a busca de candidatos a compostos líderes anti-PIF a partir de compostos de origem natural disponíveis no banco de dados PubChem, subseção The Natural Products Atlas. Com este objetivo, foram aplicadas técnicas de ensaios in silico, como o Molecular Docking, para triagem virtual e determinação de potenciais candidatos antivirais. O alvo selecionado consiste em uma protease responsável pelo processamento de poliproteínas no FCoV durante a replicação viral, cuja inibição compreende um mecanismo interessante do ponto de vista farmacológico. Foram indicados 11 melhores compostos candidatos que possuem características de inibidores antivirais, pois demonstraram forte afinidade com o alvo. Dentre o grupo de candidatos, observou-se uma predominância de origem bacteriana e de classes metabólicas diversas. Esta análise pode reduzir as chances de falha de ensaios in vitro e in vivo por meio do direcionamento dos esforços para os candidatos que obtiveram as melhores previsões neste estudo.Item Acesso aberto (Open Access) Atividade antiparasitária in vitro e ex vivo de extrato de extratos de folhas de plinia peruviana(2024-11-21) Oliveira, Raphaela da Rocha Gaban de; Marques, Marcos José; Marques, Marcos José; Castro, Aline Pereira; Faria, Angelica RosaDiversos extratos e compostos obtidos de Plinia peruviana têm sido investigados por suas propriedades terapêuticas, incluindo atividades esquistossomicida, malaricida, anti-inflamatórias e antioxidante. No presente estudo, foram avaliadas essas atividades já descritas, mas utilizando o extrato bruto de folhas de P. peruviana. Especificamente, foi investigada a atividade biológica contra Schistosoma mansoni, o parasita causador da esquistossomose. Testes ex vivo indicam que o extrato tem eficácia (ED50 150 µg/mL) em diversos parâmetros avaliados como dose efetiva para matar os vermes adultos, diminuir o acasalamento e influenciar a postura de ovos, sugerindo seu potencial uso no tratamento e controle da esquistossomose. Quando comparado às células humanas normais (IC50 478,47 µg/mL) com as do Schistosoma mansoni, o extrato apresentou índice de seletividade (IS) de 3,19. Além de suas propriedades esquistossomicidas, o extrato de P. peruviana também exibe atividade malaricida. No presente trabalho, foi observado que o extrato obtido da folha dessa planta foi capaz de agir sobre o P. falciparum no contexto in vitro, nas cepas 3D7 e W2, apresentando respectivamente ED50 de 18,80 e 20,29 µg/mL, com IS de 25,45 a 23,59 em relação às células humanas normais. A atividade antimalárica pode ser atribuída aos compostos bioativos presentes nas folhas, tais como compostos fenólicos e o ácido elágico, que demonstram potencial para contribuir com tratamentos alternativos ou complementares contra a malária, especialmente em face da crescente resistência aos medicamentos existentes. Esses efeitos combinados destacam P. peruviana como uma fonte potencial de compostos terapêuticos valiosos para o tratamento de diversas condições parasitárias e inflamatórias.Item Acesso aberto (Open Access) Avaliação da atividade esquistossomicida de extrato da própolis vermelha brasileira(2025-11-07) Ribeiro, Alexsander Gabriel Rosa; Marques, Marcos José; Rosalen, Pedro Luiz; Rosa, Florence Mara; Castro, Aline PereiraA esquistossomose, causada por trematódeos do gênero Schistosoma, permanece como importante problema de saúde pública, especialmente em regiões tropicais. No Brasil, Schistosoma mansoni apresenta ampla relevância epidemiológica, e o tratamento baseia-se principalmente no praziquantel (PZQ), o que desperta preocupação quanto à resistência parasitária. Nesse contexto, a própolis vermelha brasileira destaca-se como fonte natural de compostos fenólicos e flavonoides com propriedades antiparasitárias. Este estudo investigou a atividade esquistossomicida do Extrato Etanólico de Própolis Vermelha Brasileira (EPVB) sobre vermes adultos de S. mansoni in vitro e in vivo. Nos ensaios in vitro, concentrações entre 25 e 100 µg/mL promoveram redução da viabilidade parasitária, com ED₅₀ estimada em 55,33 µg/mL. As maiores concentrações inibiram completamente a oviposição, enquanto concentrações menores reduziram significativamente a liberação de ovos, demonstrando efeito dose-dependente. A microscopia eletrônica de varredura revelou alterações tegumentares importantes, como erosões e perda de espinhos. Nos ensaios in vivo, o tratamento associado EPVB + PZQ promoveu melhora do comportamento exploratório dos animais infectados. Houve redução significativa dos parâmetros parasitológicos apenas nos grupos tratados com PZQ isolado ou associado ao EPVB. As análises bioquímicas indicaram aumento de AST e ALT e redução de albumina no grupo tratado com EPVB, sugerindo possível dano hepático. A avaliação histopatológica revelou redução da área granulomatosa e preservação parcial da arquitetura hepática nos grupos tratados com PZQ. A imunohistoquímica evidenciou diminuição da marcação para F4/80 e MPO, indicando menor recrutamento inflamatório. Portanto, o EPVB apresentou expressiva atividade esquistossomicida in vitro, porém efeito limitado in vivo, destacando-se sua associação ao PZQ na melhora de parâmetros inflamatórios, histológicos e metabólicos.Item Acesso aberto (Open Access) Avaliação da esquistossomose aguda em camundongos na fase crônica da doença de Chagas experimental(2025-08-08) Silva, Viviana Aparecida da; Caldas, Ivo Santana; Mazzeti, Ana Lia; Malaquias, Luiz Cosme CottaA doença de Chagas e a esquistossomose são parasitoses de alta morbidade que podem interagir entre si, modificando a evolução clínica. Este estudo avaliou a influência da infecção crônica por Trypanosoma cruzi na coinfecção com Schistosoma mansoni em camundongos Swiss. Foram utilizados 44 animais distribuídos em quatro grupos: controles, infectados por T. cruzi, infectados por S. mansoni e coinfectados. A infectividade foi de 100% para T. cruzi e 79% para S. mansoni, com maior taxa na coinfecção. Não houve alterações comportamentais ou perda de peso relevante. Observou-se leve aumento do peso cardíaco nos animais com T. cruzi e acentuada hepatosplenomegalia nos grupos com esquistossomose, especialmente nos coinfectados, devido à congestão associada à hipertensão portal. A histologia cardíaca não revelou miocardite. Nos animais com esquistossomose, houve perda de hepatócitos e formação de granulomas, que foram menores nos coinfectados, sugerindo modulação pela infecção prévia por T. cruzi. Identificou-se ainda redução do glicogênio hepático e diminuição de mucinas intestinais nos grupos com S. mansoni. Os achados indicam que a infecção por T. cruzi altera o remodelamento hepático típico da esquistossomose, possivelmente por mecanismos imunomodulatórios, contribuindo para a compreensão da fisiopatologia da coinfecção.Item Acesso aberto (Open Access) Avaliação da imunização com nanopartículas de albumina sérica bovina mimétrica a patógeno pela via nasal em modelo de infecção pulmonar causado por Pseudomonas aeruginosa(2024-08-06) Gozzi, William Permagnani; Coelho, Luiz Felipe Leomil; Ferreira, Cyntia Silva; Castro, Lívia de Figueiredo DinizA Pseudomonas aeruginosa é uma das principais bactérias responsáveis por infecções nosocomiais, apresentando grande resistência a antibióticos e relacionada a diversos casos de óbitos, principalmente em pacientes imunocomprometidos. Atualmente não existem vacinas para P. aeruginosa e a busca por novos tratamentos vem se tornando uma prioridade. O uso de nanopartículas (NPs) como sistemas de entrega de antígenos demonstra ser eficiente em diversas situações podendo levar a um maior estímulo do sistema imunológico. Logo, devido à preocupação global com as infecções por P. aeruginosa, o respectivo trabalho tem por principal objetivo verificar a eficiência da imunização nasal por NPs de albumina sérica bovina contendo poliinosínico-policitidílico (poli I:C) (NPPI) e nanopartículas vazias (NPV) em modelo in vivo murino. As NPs sintetizadas foram caracterizadas, apresentando um diâmetro médio de 261 nm (NPV) e 497 nm (NPPI) e potencial zeta próximo de -30mV. As NPs foram utilizadas para imunização de camundongos fêmeas C57BL/pela via intranasal presença ou não de proteínas totais de P. aeruginosa. A produção de anticorpos IgG anti-P. aeruginosa pré infecção foi avaliada por meio de ELISA nos animais imunizados. Após a imunização, os animais foram desafiados com P. aeruginosa e tiveram seus pesos e taxa de sobrevivência acompanhados. Após a morte/eutanásia dos animais, seus pulmões foram retirados e utilizados para quantificação de carga bacteriana em UFC/mL e análise histopatológica. Nossos resultados apontam uma produção de anticorpos IgG anti-P. aeruginosa circulantes no sangue e nos pulmões dos animais. Entretanto a perda de peso dos animais após a infecção e a quantificação de carga bacteriana indicam que os anticorpos não foram protetivos. A histopatologia do pulmão reforçou a ineficácia dos tratamentos em combater a infecção. Portanto, nossos resultados sugerem que a via de administração intranasal não é uma boa rota para induzir imunidade contra P. aeruginosa utilizando nanopartículas miméticas a patógenos.Item Acesso aberto (Open Access) Avaliação da resposta imune humoral entre diferentes vacinas para Covid-19 e correlação com dados clínico-epidemiológicos(2025-06-13) Carvalho, Natalino Júlio de; Malaquias, Luiz Cosme Cotta; Rocha, Raissa Prado; Caravita, Julianne GrisoliaA imunidade esterilizante para um vírus como o SARS-CoV-2 é difícil de alcançar, mesmo com vacinas. É esperado que a proteção induzida pela vacinação diminua com o tempo. Neste trabalho, avaliou-se a imunidade humoral induzida por diferentes vacinas contra o SARS-CoV-2 e sua associação com fatores clínicos epidemiológicos. Para avaliação da imunidade humoral foi realizado o teste de ELISA indireto, para detecção de anticorpos contra as proteínas S e N do SARS-CoV-2 e anticorpos neutralizantes por teste rápido fluorescente presentes no soro coletado de 77 participantes. Por meio de um questionário estruturado, foram obtidas informações acerca da idade, gênero, testagem, infecção prévia ao momento da coleta, vacinação (tipo de vacina e regime vacinal) e efeitos adversos. Os resultados mostraram que a média de idade dos participantes foi de 41,62 anos +/- 11,701. Em relação ao gênero, 54 (70,1%) eram mulheres. As plataformas de vacinas utilizadas pelos 77 participantes foram vírus de inativado (Coronavac), tecnologia de RNA mensageiro sintético (Pfizer, monovalente ou bivalente), vacinas de vetores virais (AstraZeneca ou Janssen); com esquema vacinal até o segundo reforço (4ª dose). Foram aplicadas 298 doses (100%), sendo a vacina menos utilizada, a Coronavac, 16 (5,7%), e a mais utilizada a Pfizer, 144 (48,00%). Após a vacinação, 50 (64,9%) participantes relataram efeitos adversos. Em relação à infecção prévia ao momento da coleta, 41 (53,20%) relataram que tiveram COVID-19, enquanto 36 (46,8%) participantes relataram que não tiveram COVID 19. Suspeitando a doença, 62 (80,5%) participantes realizaram testes diagnósticos, sendo que 38 (49,4%) realizaram teste rápido, 22 (26,6%) teste RT-PCR e apenas dois (2,6%) realizaram avaliação clínica. O teste de ELISA indireta para a proteína N resultou 61 (79,2%) participantes positivos, sugerindo a existência de imunidade híbrida. Os testes de ELISA indireta para a proteína S e os rápidos fluorescentes resultaram em 77 (100%) participantes positivos. A resposta imune durou uma média de 9,36 meses no período entre o último reforço e a data da coleta e 23,14 meses no período entre a primeira dose e a data da coleta. Concluímos que todos os participantes apresentam uma resposta imune humoral robusta e duradoura, pois apresentaram no teste de ELISA indireta e teste rápido fluorescente resultado de 100% para anticorpos IgG anti Spike, sendo a amostra considerada reagente para anticorpos neutralizantes.Item Acesso aberto (Open Access) Avaliação in silico do potencial antiparasitário de compostos de origem natural agonistas da proteína transportadora GluCl(2025-08-19) Mariano, Caio Pacífico; Silveira, Nelson José Freitas da; Henrique, Tiago; Colombo, FábioDoenças parasitárias constituem um problema global na área da saúde, no qual fatores socioeconômicos e climáticos contribuem para a permanência e resistência do agente infeccioso. Um dos fármacos amplamente utilizados em casos de parasitoses consiste na Ivermectina, cujo alvo molecular corresponde a Proteína Transportadora de Íons Cloro Controlada por Glutamato (GluCl). Mecanismos de resistência emergentes frente ao fármaco, como o surgimento de bombas de efluxo, associados ao seu uso irracional principalmente durante a pandemia de COVID-19, são capazes de impossibilitar que a Ivermectina exerça sua atividade frente ao seu alvo molecular e evidenciam a necessidade da busca de compostos que atuem de forma mais seletiva. Diante da diversidade e disponibilidade de informações sobre compostos de origem natural em bancos de dados de livre acesso, as possibilidades para a avaliação de seu potencial biológico correspondem a uma estratégia constante no âmbito científico. Aliado às técnicas em Bioinformática Estrutural, o desenvolvimento de novos medicamentos se torna mais promissor e eficiente. A metodologia deste estudo incluiu a utilização da técnica de Molecular Docking sob abordagem rígido-flexível e solvente implícito, para avaliação da afinidade de um grupo de compostos de origem natural, utilizando a Ivermectina como principal fármaco de referência e a Proteína GluCl como alvo molecular; e a análise de propriedades físico-químicas dos compostos. Por meio deste estudo, foram definidos 11 candidatos a protótipos que obtiveram uma maior afinidade pelo alvo molecular e realizaram interações mais próximas ao previsto para os fármacos de referência. Observou-se uma predominância de compostos de origem bacteriana e fúngica, além de representantes majoritários das classes metabólicas dos alcaloides e terpenoides entre os compostos com melhores previsões. Esta triagem pode, portanto, direcionar estes compostos como potenciais fármacos antiparasitários.Item Acesso aberto (Open Access) Desenvolvimento de um teste de diagnóstico sorológico para Orthoflavivirus zikaense utilizando epítopos imunogênicos selecionados por imunoinformática(2025-08-27) Santos, Ana Luisa Cauvila dos; Coelho, Luiz Felipe Leomil; Rocha, Raissa Prado; Castro, Lívia de Figueiredo DinizO Orthoflavivirus zikaense (ZIKV) é um arbovírus emergente pertencente ao gênero Orthoflavivirus. Este se espalhou em regiões equatoriais, indo da África à Ásia e foi associado a epidemias em ilhas na região do oceano pacífico e em vários países das Américas, onde causou grandes preocupações devido à associação a inúmero de casos de síndrome de Guillain-Barré e malformações congênitas. A infecção é majoritariamente assintomática e quando presentes, as manifestações clínicas se assemelham a outras arboviroses cocirculantes que compartilham também semelhanças estruturais, especialmente com o vírus Orthoflavivirus deguei (DENV). Essas similaridades estruturais impõem desafios significativos no desenvolvimento de testes de diagnósticos. Nesse contexto, a imunoinformática surge como uma abordagem promissora para a determinação teórica de regiões imunogênicas exclusivas e altamente conservadas do ZIKV de forma a superar o desafio da reatividade cruzada. Foi avaliada a capacidade de cinco peptídeos derivados de proteínas estruturais de ZIKV identificados por imunoinformática em serem reconhecidos por um painel de soros de pacientes previamente infectados por ZIKV. O poder discriminatório dos peptídeos foi de 79,24%, 75%, 91,83%, 87% e 86,38% para os peptídeos 1, 2, 3, 4 e 5 respectivamente. Os resultados demonstram que o soro de pacientes com infecção natural pelo vírus apresenta reatividade (IgG total) contra esses peptídeos indicando-os como bons candidatos para aplicações em diagnósticos sorológicos. A análise de sororeatividade de indivíduos do sul de Minas utilizando Pep03 para detecção de IgG anti-ZIKV demonstrou uma reatividade de 12,46% na região. Pensando em melhorar a acurácia dessas regiões no diagnóstico de ZIKV, modelamos por métodos de computação duas proteínas quiméricas multi-epítopos. As construções obtiveram qualidade estrutural excelentes e se apresentaram estáveis para expressão em modelo procarioto. Além disso, análises in-silico de predição de resposta imunológica sugerem que os epítopos mantém suas características imunogênicas e as proteínas simulam uma infecção por ZIKV. Testes futuros avaliarão a eficácia das proteínas em testes de diagnósticos sorológicos para ZIKV.Item Acesso aberto (Open Access) Determinação da composição química e avaliação da atividade biológica do extrato etanólico de própolis de Frieseomelitta varia: ensaios in vitro e in vivo em modelo de Galleria mellonella(2025-12-18) Moraes, Gabriel Martins; Ikegaki, Masaharu; Melo, Priscilla Siqueira; Dias, Amanda Latércia TranchesOs produtos naturais desempenham papel essencial no desenvolvimento científico, fornecendo compostos bioativos com potencial aplicação em saúde e biotecnologia. Este estudo investigou a composição química e a atividade biológica dos extratos etanólicos de própolis (EEP) de Frieseomelitta varia, uma abelha sem ferrão pouco estudada. As amostras foram coletadas em Viçosa, Minas Gerais, e extraídas por maceração com etanol P.A., devido à sua eficiência na extração de compostos bioativos, seguindo protocolo padronizado. Para ampliar o conhecimento sobre a bioatividade desta própolis, foram quantificados os compostos fenólicos totais e flavonoides totais, avaliadas a capacidade antioxidante por diferentes métodos (DPPH, ABTS, FRAP e ORAC) e investigadas a atividade antimicrobiana in vitro e in vivo, bem como a toxicidade in vivo utilizando Galleria mellonella como modelo experimental. A quantificação de fenólicos totais, pelo método de Folin-Ciocalteu, variou entre 21,57 ± 2,2 e 25,65 ± 1,21 mg GAE/g de extrato, ligeiramente superior a valores previamente reportados para a espécie, enquanto o teor de flavonoides totais foi de 0,1314 ± 0,069 mg EQ/g. A análise química revelou que os extratos são ricos em terpenoides, destacando-se ácido corosólico, ácido desidroabiético e ácido betulínico. A atividade antioxidante foi expressiva: DPPH variou de 21,69 ± 0,46 a 30,72 ± 0,74 μmol TEAC/g; ABTS, de 162,02 ± 5,74 a 237,58 ± 1,81 μmol TEAC/g; FRAP, de 52,47 ± 2,42 a 54,65 ± 4,62 μmol FeSO₄/g; e ORAC, de 1,287 ± 0,65 a 2,276 ± 0,50 μmol TEAC/mg, evidenciando o potencial antioxidante. A atividade antimicrobiana in vitro foi observada contra Bacillus cereus, com CIM entre 500 e 1000 μg/mL, não havendo efeito sobre Escherichia coli, Staphylococcus aureus, Listeria monocytogenes, Pseudomonas aeruginosa ou Candida albicans. A avaliação de toxicidade in vivo em G. mellonella, com dose de 1600 mg/kg, não apresentou diferenças significativas na sobrevivência ou no índice de saúde em relação ao controle, indicando baixa toxicidade dos EEP. Entretanto, a própolis não demonstrou atividade antimicrobiana in vivo, não impedindo a mortalidade das larvas infectadas por B. cereus. A escassez de estudos sobre a própolis de F. varia dificulta comparações com a literatura, reforçando a relevância desta pesquisa para ampliar o conhecimento sobre a composição química, potencial antioxidante e atividade biológica desta espécie de abelha sem ferrão.Item Acesso aberto (Open Access) Efeito do fluconazol na infecção paracoccidioidomicótica em modelo experimental murino(2025-04-02) Andrade, Thayana Dutra de; Burger, Eva; Venturini, James; Dias, Amanda Latércia TranchesA paracoccidioidomicose (PCM) é uma micose sistêmica e endêmica de característica granulomatosa, causada pelos fungos do complexo Paracoccidioides spp. Há poucos fármacos disponíveis para tratamento desta micose. Tendo isso em vista, foi investigado o efeito da utilização do fármaco Fluconazol (FLC) na PCM. Visando avaliar seus efeitos, foi avaliada a citotoxicidade do FLC frente à Pl e Pb18, empregando ensaios in vitro. A citotoxicidade também foi testada frente a células esplênicas. Na sequência, por meio da infecção subcutânea em air pouch em camundongos swiss, foram obtidas amostras para os experimentos ex vivo. Nos experimentos in vitro, as três doses de FLC demonstraram reduzir o número de fungos viáveis de Pl. As doses também reduziram o número absoluto de Pb18. Para avaliar a capacidade antimicrobiana do fármaco, a técnica de macrodiluição foi realizada utilizando 1, 2 e 3 mg/mL. Nos experimentos ex vivo observou-se que a concentração de FLC de 2 mg/mL estimulou maior migração celular comparado com a de 1 mg/mL, com ambas as cepas fúngicas. Em contrapartida, nos grupos infectados com Pb18 não houve diferença entre os grupos infectados e tratados. Não houve diferença na produção de H2O2 nos grupos infectados por Pl, porém, na infecção por Pb18, a produção foi menor que no grupo controle no grupo tratado com 2 mg/mL. Por outro lado, a dose de 2 mg/mL estimulou a produção de catalase na infecção por Pl. A maior produção de EROS foi obtida empregando tratamento com 2mg/mL de FLC na infecção por Pl e 1 mg/mL na infecção por Pb18. O tratamento com FLC resultou em efeitos diferentes nas duas cepas do fungo: na infecção por Pl estimulou a produção de IL-17, IL-12 e TNF-α e na infecção por Pb18 causou decréscimo da produção de IL-4, IL-17, KC, TNF-α e aumento de IL-1β. Analisados em conjunto, os resultados sugerem que as diferentes doses de FLC, na presença de Pl ou Pb18 estimulam de maneiras diferentes as células da resposta imune. Apesar disso, o fármaco é capaz de gerar estímulo celular com consequente combate aos fungos, demonstrando sua eficácia na paracoccidioidomicose experimental.Item Acesso aberto (Open Access) Estudo da alteração da susceptibilidade de Leishmania (L.) amazonensis frente a alteração de forma de vida(2026) Souza, Thalles Henrique Faria de; Marques, Marcos José; Crispim, Marcel; Dias, Amanda Latércia TranchesA leishmaniose é uma doença tropical negligenciada causada pelo protozoário do gênero Leishmania e cujo controle ainda depende de quimioterápicos de significativa toxicidade, com relatos crescentes de resistência. Nesse cenário, modelos experimentais in vitro são essenciais na triagem de novas alternativas e compostos candidatos, de modo a reduzir custos, minimizar o uso de modelos animais e otimizar resultados. O presente estudo teve como objetivo avaliar criticamente o uso de amastigotas axênicos como modelo experimental, por meio da análise da atividade de híbridos metronidazol-eugenol contra Leishmania (L.) amazonensis, cepa MHOM/BR/1973/M2269, comparando promastigotas e amastigotas axênicos, e examinando como o histórico (exposição subinibitória) e a mudança de forma de vida (axenização e reconversão) modulam a susceptibilidade. Também foi avaliada a citotoxicidade (CC50) dos híbridos em macrófagos RAW 264.7 para determinação do índice de seletividade (IS). A viabilidade de promastigotas foi determinada por meio do teste da resazurina, enquanto amastigotas axênicos e macrófagos foram avaliados pelo teste do MTT. Os híbridos exibiram atividade leishmanicida relevante, com concentração efetiva de 50% (EC50) menores em amastigotas do que em promastigotas, indicando maior eficácia na forma clinicamente relevante. O composto AD08 se destacou como o mais efetivo (EC50-AA = 11,94 ± 2,19 μM), porém o melhor índice de seletividade foi obtido com o híbrido AD06 (IS = 7,63), que foi também o menos tóxico (CC50 = 136,3 ± 11,9 μM). Na avaliação da susceptibilidade, o pré-tratamento com compostos resultou em aumento do EC50 (aumento médio de 25%), a axenização + reconversão reduziu o EC₅₀ (diminuição média de 27%) e a combinação de ambos acentuou a queda (diminuição média de 97%). Com isso, os resultados evidenciam que a resposta a fármacos em Leishmania é estado-dependente e sujeita a histerese. Os híbridos metronidazol-eugenol — em especial AD06 — emergem como candidatos promissores contra Leishmania (L.) amazonensis; os achados em amastigotas axênicos são indicativos de tendência, mas exigem validação em amastigotas intracelulares, que permanecem como padrão-ouro na prospecção de novas alternativas contra a leishmaniose.Item Acesso aberto (Open Access) Explorando Fronteiras: alunos do ensino médio na jornada da pesquisa científica(2025-09-26) Oliveira, Débora dos Santos; Castro, Lívia de Figueiredo Diniz; Almeida, Patrícia Paiva Corsetti de; Vieira, Paula Melo de AbreuAs doenças tropicais negligenciadas continuam representando um importante desafio para a saúde pública, com impactos sociais e econômicos significativos. Apesar dos avanços nas estratégias terapêuticas e preventivas, a educação em saúde destaca-se como uma alternativa complementar, acessível e eficaz, capaz de promover mudanças de comportamento e ampliar a conscientização coletiva. Nesse contexto, a alfabetização científica torna-se um elemento essencial tanto para a valorização da ciência quanto para a compreensão de temas complexos pelos estudantes. O objetivo deste estudo foi desenvolver uma abordagem investigativa centrada no contexto das doenças tropicais negligenciadas causadas por parasitos, permitindo aos estudantes vivenciarem o papel da ciência na identificação e resolução de problemas. A pesquisa foi realizada entre 2024 e 2025 com estudantes do 2º e 3º anos do Ensino Médio da Escola Estadual Judith Vianna, em Alfenas-MG, e estruturada em duas etapas complementares. A primeira etapa consistiu em intervenções pedagógicas na escola, que incluíram aulas expositivas, atividades de gamificação e práticas laboratoriais. Durante essa fase, foram aplicados questionários de conhecimento antes e depois das atividades, além de um levantamento sociodemográfico, de condições higiênico-sanitárias, hábitos e interesses dos estudantes. A segunda etapa foi desenvolvida na Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG), com foco na promoção da alfabetização científica. Os alunos participaram de visitas guiadas aos laboratórios e espaços temáticos da instituição, interagindo com graduandos e pós-graduandos e conhecendo ambientes de pesquisa. Posteriormente, três estudantes foram selecionadas para propor e desenvolver um projeto de pesquisa a partir dos questionários aplicados. Esse projeto investigou a ocorrência de parasitas em hortaliças, solo e água da escola em questão, utilizando métodos parasitológicos e moleculares (PCR). Os resultados evidenciaram alto engajamento dos estudantes em aulas com metodologias investigativas, combinando práticas laboratoriais e gamificação. Entretanto, esse engajamento não se refletiu nas análises dos questionários de conhecimento sobre parasitologia. Além disso, a aproximação entre escola e universidade mostrou-se fundamental não apenas para o aprendizado dos alunos, mas também para a formação continuada dos professores e para a ampliação das perspectivas de carreira dos participantes. A investigação parasitológica revelou a presença de larvas de nematoides em amostras de solo, cistos de Entamoeba coli em solo e hortaliças e DNA de Cryptosporidium parvum em hortaliças por PCR. As pontuações obtidas no Teste de Habilidades de Letramento Científico (TOSLS) permaneceram no intervalo classificado como insuficiente. Observou-se que o desenvolvimento do letramento científico depende diretamente do domínio de habilidades fundamentais, como interpretação de textos e matemática básica, essenciais para a compreensão e análise de dados científicos. As competências mais bem avaliadas foram aquelas relacionadas ao pensamento crítico. Em síntese, os resultados reforçam a importância de manter conexões contínuas entre a universidade e a educação básica, promovendo impactos significativos na qualidade do ensino, fortalecendo a construção do conhecimento e estimulando práticas reflexivas voltadas ao desenvolvimento científico e ao enfrentamento de doenças relevantes em nosso país.Item Acesso aberto (Open Access) Influência da alimentação com restrição de tempo (time-restricted-feeding) na microbiota intestional e na evolução na esquistossomose experimental(2025-07-25) Pereira, Micaella Sales; Marques, Marcos José; Rosa, Florence Mara; Almeida, Patrícia Paiva Corsetti deA esquistossomose é uma doença parasitária negligenciada, de caráter agudo e crônico, causada por vermes trematódeos do gênero Schistosoma. No Brasil, Schistosoma mansoni encontra condições favoráveis de transmissão devido à presença do caramujo Biomphalaria como hospedeiro intermediário. Durante a fase aguda, a intensa resposta granulomatosa compromete o trato gastrointestinal e o fígado, favorecendo alterações na microbiota intestinal, um ecossistema dinâmico influenciado por infecção parasitária e dieta. Este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos da alimentação com restrição de tempo (time-restricted feeding — TRF) na evolução da esquistossomose aguda e na composição da microbiota intestinal. A TRF consiste em limitar a ingestão alimentar a uma janela diária de 6 a 12 horas, com períodos prolongados de jejum. Evidências sugerem que esse regime pode impactar o metabolismo energético, a sensibilidade à insulina, a composição corporal e a resposta inflamatória, além de modular a microbiota. Assim, compreender seus efeitos em modelo de esquistossomose contribui para avaliar interações entre dieta e processos fisiopatológicos. Camundongos BALB/c foram distribuídos em grupos controle, infectados sem tratamento e infectados tratados com Praziquantel, submetidos ou não à TRF. Os parâmetros avaliados incluíram consumo calórico, coeficiente de eficiência energética (CEE), análises bioquímicas, histológicas e microbiológicas. Houve redução da glicemia nos animais infectados e ausência de alterações significativas nos níveis de fosfatase alcalina. O consumo calórico diminuiu nos grupos controle TRF e infectado TRF sem tratamento. O CEE variou entre grupos, com redução nos infectados ad libitum e TRF, além dos tratados ad libitum, e aumento no controle e no tratado TRF. Na análise histológica do fígado, lâminas coradas por Hematoxilina e Eosina revelaram maior área de granulomas nos infectados submetidos à TRF e aumento de hepatócitos binucleados em todos os grupos infectados. A análise quantitativa de glicogênio hepático, pela coloração PAS, mostrou redução nos grupos TRF. Na abordagem metagenômica, foi realizado o sequenciamento da região V3/V4 do gene 16S rRNA. A diversidade alfa (índices Shannon e Chao1) não indicou diferenças significativas, mas a abundância relativa de classes bacterianas foi alterada. Destacou-se o aumento de Desulfovibrionia em animais submetidos à TRF, além de modulações específicas relacionadas aos tratamentos farmacológicos. Os resultados sugerem que intervenções nutricionais, como a TRF, modulam parâmetros metabólicos e imunológicos, além de influenciar a microbiota intestinal durante a infecção por S. mansoni. Esses achados reforçam o papel da dieta na interação patógeno-hospedeiro e ressaltam a importância de abordagens integrativas no estudo de infecções parasitárias.
