Mestrado em Geografia
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.unifal-mg.edu.br/handle/123456789/2660
Navegar
Navegando Mestrado em Geografia por Cursos "Mestrado em Geografia"
Agora exibindo 1 - 8 de 8
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Item Acesso aberto (Open Access) A cidadania de estudantes migrantes assistidos pela PRACE da UNIFAL-MG a partir de seu uso do território de Alfenas (MG)(2025-04-01) Freitas, João Vitor de; Porto, Gil Carlos Silveira; Contel, Fabio Betioli; Bomtempo, Denise CristinaA Geografia estuda os movimentos migratórios estudantis há décadas, embora ainda existam aspectos pouco explorados. A migração caracteriza-se pela mudança quase definitiva de território, enquanto a mobilidade estudantil refere-se ao deslocamento para acesso à educação. Em ambos os casos, destaca-se o uso do território pelos estudantes em atividades cotidianas, como ir ao banco, supermercado ou universidade, mostrando sua participação na dinâmica local. Este trabalho analisou o uso do território por estudantes migrantes da UNIFAL-MG assistidos pela PRACE, buscando entender se a limitação desse uso compromete sua cidadania. Foram utilizados dados secundários, como o Censo IBGE (2022), registros da PROEC e DRGCA da UNIFAL-MG, além de informações do REGIC (2018) e do PNAES. Também foram aplicados questionários remotos aos estudantes, ampliando a abrangência da pesquisa. Os resultados permitiram operacionalizar o conceito de "território usado", demonstrando como a relação dos discentes com o espaço influencia o exercício de seus direitos e sua integração no território de destino.Item Acesso aberto (Open Access) A territorialização da produção de tangerinas em Campanha-MG: dinâmicas produtivas, fundiárias e mercadológicas(2025-03-21) Dias, Deilson Alves; Alves, Flamarion Dutra; Rosas, Celbo Antonio da Fonseca; Vale, Ana Rute doA citricultura tem se consolidado como uma das principais atividades agrícolas no município de Campanha-MG, impulsionando transformações na estrutura fundiária, na organização produtiva e nas dinâmicas de comercialização. Esta pesquisa investiga o processo de territorialização da produção de tangerinas no município, analisando as mudanças socioeconômicas e espaciais decorrentes da especialização agrícola. A metodologia adotada combinou revisão bibliográfica, análise de dados secundários (IBGE, Map Biomas, CONAB, entre outros) e trabalho de campo, incluindo observação direta e entrevistas semi estruturadas com produtores familiares e não familiares. Os resultados apontam que, apesar do crescimento da citricultura ter proporcionado maior rentabilidade e dinamismo econômico aos produtores do município, também gerou desafios significativos. Entre os principais problemas enfrentados pelos produtores estão a dependência de atravessadores na comercialização, a concorrência com os barracões de comercialização, a vulnerabilidade a doenças fitossanitárias como o Greening e a dificuldade de acesso a mercados de maior valor agregado. Além das transformações no setor agrícola, a pesquisa evidencia uma reconfiguração do espaço urbano, impulsionada pelo crescimento da citricultura. O aumento da circulação de caminhões de carga e a maior demanda por infraestrutura logística e comercial resultaram na diversificação das atividades econômicas locais, com a proliferação de barracões de comércio e beneficiamento, lojas de insumos e serviços especializados na cadeia citrícola. Essa expansão produtiva gerou impactos na dinâmica territorial, estreitando os fluxos entre o campo e a cidade e consolidando novas centralidades urbanas vinculadas à produção, comercialização e distribuição da produção. No entanto, essa reorganização não ocorreu de maneira uniforme, beneficiando de forma diferenciada os distintos agentes envolvidos na cadeia produtiva. Assim, este estudo contribui para a compreensão das transformações no espaço rural brasileiro e seus reflexos no urbano, evidenciando como a territorialização agrícola redefine a estrutura fundiária e a dinâmica socioeconômica em pequenas cidades.Item Acesso aberto (Open Access) Cafeicultura e agricultura familiar em Campos Gerais – MG: agentes, dinâmicas e processos(2025-03-20) Correia, Guilherme Guiari Silva; Alves, Flamarion Dutra; Marafon, Glaucio José; Pereira, Mirlei Fachini VicenteA cafeicultura desempenha um papel central nas dinâmicas socioespaciais e econômicas do Brasil, especialmente na região Sul/Sudoeste de Minas Gerais, onde a relação entre o urbano e o rural se manifesta de forma dialética. O município de Campos Gerais, situado no Sul de Minas, destaca-se como um dos maiores produtores de café do estado, caracterizando-se pela expressiva presença da agricultura familiar. Neste contexto, a pesquisa buscou compreender a participação da agricultura familiar na produção da commodity, suas interações com cooperativas agrícolas, políticas públicas e sua relação com os espaços urbano e rural. A metodologia adotada combinou técnicas qualitativas e quantitativas, incluindo análise documental e entrevistas. Inicialmente, foram realizadas revisões bibliográficas sobre conceitos fundamentais para a compreensão da problemática, como território, mundialização, mercantilização e financeirização da agricultura, além dos conceitos de agricultura familiar e agronegócio. A partir da perspectiva de que a realidade material resulta de processos históricos e do uso desigual de técnicas e objetos na produção do espaço, reconstruiu-se a trajetória histórico-geográfica da cafeicultura na região, analisando sua disseminação e consolidação. Por meio de dados secundários, sobretudo do IBGE, investigou-se a evolução da produção agropecuária municipal e a expansão espacial do café em Campos Gerais, considerando também fatores fisiográficos que influenciam sua produção. A relação campo-cidade foi abordada a partir da interdependência desses espaços no contexto capitalista e do papel da cidade na rede urbana regional. A pesquisa também examinou a aplicação do PRONAF no município em 2023, com base em dados do MAPA, para compreender o uso do financiamento pelos agricultores familiares e suas implicações para o cooperativismo agrícola contemporâneo. Percebeu-se que houve uma grande diminuição na produção de alimentos no município em prol da manutenção da cafeicultura e do aumento na produção de outras commodities agrícolas, mesmo pela agricultura familiar. Esse fenômeno está diretamente relacionado com a utilização de políticas públicas e o papel do cooperativismo regional. As entrevistas realizadas com representantes de uma cooperativa local e com agricultores familiares revelaram que a cafeicultura, além de estar profundamente enraizada na cultura e na economia locais, representa uma estratégia de sobrevivência diante da crescente mercantilização da agricultura, especialmente no mercado externo. A relação entre agricultura familiar, Estado e cooperativismo reflete os efeitos da modernização desigual da agricultura, resultando em paisagens comoditizadas pela produção familiar. No entanto, as características essenciais da agricultura familiar permanecem presentes no espaço rural de Campos Gerais, representando uma alternativa contra-hegemônica para o desenvolvimento rural.Item Acesso aberto (Open Access) Contact centers, redes técnicas e o uso corporativo do território: a Algar Tech e suas articulações territoriais(2024-08-08) Almeida, Amanda Silva; Teixeira, Sérgio Henrique de Oliveira; Silva, Adriana Maria Bernardes; Alves, Flamarion DutraA dissertação apresentada tem como objetivo traçar um diagnóstico do uso corporativo que as empresas de Contact Centers (antigas centrais de Centrais de Teleatendimento) fazem do território para realizarem e ampliarem suas atuações na formação socioespacial brasileira. Toma como foco a análise particular da empresa Algar Tech e sua relação de uso com a cidade de Uberlândia (MG). Tem como resultado que as ações da empresa tiveram importante papel na estruturação da cidade com relação à rede urbana imediata e intermediária, além de promover uma fragmentação da cidade por meio da descendência de um bairro informacional na zona de expansão de elitização da cidade. Por fim, conclui-se que o uso corporativo da empresa foi também ancorada na posição da cidade de Uberlândia como catalisadora dos serviços informacionais que ascenderam a partir da eclosão do meio técnico-científico informacional.Item Acesso aberto (Open Access) O sistema de ensino de Minas Gerais: políticas de controle e a Geografia Escolar(2025-04-04) Campanha, Júlia Regina; Azevedo, Sandra de Castro de; Gonçalves, Amanda Regina; Zuba, Janete Aparecida GomesAs Políticas Educacionais passam por um processo de intensificação no Brasil, articulando currículo às avaliações externas. Diante disso, o objetivo geral desta pesquisa é compreender a regulação do sistema estadual de ensino de Minas Gerais e como essa configuração impacta a Geografia Escolar. Para isso, foram analisados os materiais didáticos estaduais, começando pelo Currículo Referência de Minas Gerais (CRMG), que orienta o conteúdo curricular de todo o estado de Minas Gerais, seguindo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e suas normativas de implementação. Posteriormente também foram analisados os Planos de Curso, material elaborado para orientar quais as habilidades do CRMG, que devem ser trabalhadas em cada bimestre. Para compreender melhor o sistema e seu projeto de educação também foi analisado o Material de Apoio Pedagógico para Aprendizagens (MAPA), que é composto por sequências didáticas, que devem ser aplicadas em sala de aula. Para entender a relação das avaliações intermediárias e diagnósticas com os materiais disponibilizados pelos professores foi necessário analisar também essas avaliações. Este caminho trilhado possibilitou compreender como todo esse projeto de educação pautado em padronização e plataformização impacta a Geografia Escolar do Ensino Fundamental anos finais, da rede estadual de Educação de Minas Gerais. Os resultados das análises mostraram que existe uma padronização do ensino, pois os materiais estaduais de Minas Gerais estão em conformidade com os materiais nacionais. Dessa forma, seguem o que está prescrito nestes documentos, com poucas alterações que buscam remeter à diversidade da realidade do estado de Minas Gerais. No entanto, essas alterações são limitadas, e as habilidades apresentadas são insuficientes para abranger tal diversidade. Ao analisar os materiais, principalmente o MAPA, constatou-se que a abordagem da Geografia Escolar não é crítica, uma vez que os conceitos não são aprofundados, e o tratamento do conteúdo segue uma abordagem tradicional (descrição, localização e memorização). A análise das questões das avaliações revelou que os materiais didáticos estão alinhados com as provas, o que faz com que os professores se vejam obrigados a seguir o currículo para alcançar bons resultados nos índices de avaliação. Dessa forma, esta pesquisa se revela extremamente importante, pois evidencia que a padronização da educação é prejudicial ao ensino de Geografia, que deveria formar cidadãos críticos e conscientes do seu espaço, com o objetivo de promover transformações em sua realidade.Item Acesso aberto (Open Access) Pedagogia alimentar e agroecologia na Escola Estadual Samuel Engel, Alfenas-MG(2025-03-21) Silva, Lara Mendes da; Coca, Estevan Leopoldo de Freitas; Pedini, Sérgio; Lima, Débora Assumpção eA Agroecologia e a pedagogia alimentar são ferramentas que podem contribuir com os debates sobre a alimentação no ambiente escolar. Sabendo disso, o objetivo principal dessa dissertação foi articular de modo teórico e prático a Agroecologia com a pedagogia alimentar na Escola Estadual Samuel Engel, em Alfenas – MG. Também buscou-se compreender o ambiente alimentar da escola, assim como discutir as potencialidades e desafios da Agroecologia na educação básica. A pesquisa possuiu caráter qualitativo e foi fundamentada no materialismo-histórico-dialético. O diagnóstico do ambiente alimentar escolar envolveu três etapas: i) levantamento da origem residencial dos estudantes do 9º ano para delimitação do raio de análise (1 km); ii) mapeamento dos estabelecimentos comerciais na área definida e; iii) avaliação da oferta alimentar. Os resultados indicam que o entorno da escola se caracteriza como um "pântano alimentar", predominado por estabelecimentos que comercializam alimentos ultraprocessados, com reduzida oferta de alimentos in natura. Em contrapartida, o interior da escola se apresenta como um "oásis alimentar" devido às práticas pedagógicas voltadas para a educação alimentar e à implementação de uma horta agroecológica. O projeto proporcionou aos estudantes experiências diretas com o cultivo agroecológico, fortalecendo o vínculo entre a teoria e a prática. As atividades intercalaram debates sobre a relação entre alimentação, ambiente e justiça social com a realização de tarefas de manejo na horta, promovendo uma reflexão crítica sobre o sistema alimentar vigente e incentivando práticas mais sustentáveis. Os resultados demonstram que a inserção da Agroecologia na educação escolar pode contribuir significativamente para a ampliação do debate sobre alimentação saudável e para o fortalecimento da segurança alimentar dos estudantes. O estudo evidencia a necessidade de políticas públicas que favoreçam a incorporação da Agroecologia no ambiente escolar e aponta para a importância de estratégias educativas que possibilitem uma abordagem mais crítica e emancipadora da alimentação. Assim, a dissertação reforça o papel transformador da Agroecologia e da pedagogia alimentar na promoção da soberania alimentar e na formação do pensamento crítico e seus impactos sociais e ambientais.Item Acesso aberto (Open Access) Proposta metodológica para fragilidade do meio físico a partir da análise hierárquica de processos na Bacia do Rio São Tomé, Sul de Minas Gerais(2026-03-03) Serafim, Pablo César; Pisani, Rodrigo José; Leite, Marco Esdras; Bando, Daniel HidekiA intensificação da atividade antrópica sobre os sistemas ambientais demanda métodos de diagnóstico cada vez mais precisos para subsidiar o planejamento territorial. Este trabalho teve como objetivo propor e validar uma metodologia para a análise da fragilidade ambiental na Bacia Hidrográfica do Rio São Tomé, localizada no Sul de Minas Gerais, integrando a Análise Hierárquica de Processos (AHP) a variáveis contínuas de sensoriamento remoto. A pesquisa analisou uma série temporal de 33 anos (1990, 2000, 2010 e 2023), utilizando diferentes abordagens metodológicas: a Álgebra de Mapas simples, baseada na adaptação clássica de Ross (1994) e Crepani et al. (2001); a modelagem ponderada via AHP, que hierarquizou as variáveis conforme a bibliografia existente; e o Modelo Proposto, que integrou ao AHP dados de Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI) e Temperatura de Superfície Terrestre (TST), operacionalizados via lógica Fuzzy. Os resultados evidenciaram uma profunda transformação na matriz produtiva local, marcada pela substituição de aproximadamente 30% das áreas de pastagem pela agricultura intensiva de café e culturas temporárias (grãos). Essa mudança ampliou a pressão sobre os sistemas ambientais, revelando que os modelos estáticos tradicionais tendem a subestimar a fragilidade em áreas de agricultura tecnificada. O Modelo proposto, ao integrar a dinâmica da cobertura vegetal e o estresse térmico, identificou maior fragilidade nas áreas de lavoura, elevando a proporção das classes “Alta” e “Muito Alta” para 51,46% do território em 2023, em contraste com os 33,02% apontados pelo modelo AHP estático. A análise demonstrou que a introdução de variáveis espectrais permite superar as generalizações das classes discretas de uso do solo, captando com maior fidelidade a exposição erosiva decorrente do manejo agrícola. Com base nesse diagnóstico, foielaborada uma proposta de zoneamento ambiental que estabelece diretrizes para a consolidação produtiva, o uso controlado e a recuperação obrigatória, visando compatibilizar a vocação econômica regional com a segurança hídrica e a estabilidade morfopedológica da bacia.Item Embargo Reorganização da rede de drenagem sob controles morfoestruturais na Serra da Canastra (MG)(2026-03-03) Archanjo, Raissa Eduarda da Silva; Rubira, Felipe Gomes; Fernandes, Nelson Ferreira; Monteiro, Kleython de AraujoA reorganização da rede de drenagem em áreas de tríplice divisor constitui um importante indicador da dinâmica evolutiva da paisagem, especialmente em contextos intraplaca, nos quais os sinais tectônicos são sutis e frequentemente sobrepostos por processos denudacionais de longa duração. Na Serra da Canastra (MG), esse processo ocorre em um arcabouço marcado pela herança estrutural brasiliana, pelo soerguimento cretáceo associado ao Arco da Canastra e por contrastes litoestruturais expressivos entre os grupos Araxá, Canastra, Bambuí e São Bento. Apesar do reconhecimento desses fatores, ainda persistem lacunas quanto ao papel dos contrastes litológicos na modulação da transitoriedade fluvial e da estabilidade dos divisores em ambientes intraplaca. Parte-se da hipótese de que sistemas de drenagem condicionados por estruturas herdadas e litologias mais resistentes apresentam valores do índice normalizado de declividade dos canais (ksn), deslocamentos mais expressivos do parâmetro χ, maior frequência de knickpoints e divisores menos estáveis. Para testá-la, foram aplicadas métricas morfométricas integradas (χ, ksn, knickpoints, índice de concentração de rugosidade, frequência de canais, densidade de drenagem e análise de lineamentos estruturais) em três sub-bacias com nascentes na Serra da Canastra (Alto Araguari, Alto São Francisco e Baixo rio Grande), associadas à análise estrutural e validação em campo. Foram identificados 431 knickpoints, concentrados principalmente em terrenos quartzíticos, basálticos e ao longo de zonas de falha. Os resultados indicam maior eficiência erosiva do sistema do baixo rio Grande, evidenciada por valores elevados de ksn e deslocamentos sistemáticos de χ, promovendo migração direcional de divisores e incorporação progressiva de áreas anteriormente drenadas para o Alto São Francisco e o Alto Araguari. Uma macrocaptura Paraná–São Francisco propagou ondas erosivas regressivas em direção à Serra da Canastra, resultando em três frentes principais de captura fluvial. A propagação dessas frentes mostrou-se fortemente modulada pela heterogeneidade litoestrutural. Quartzitos micáceos e xistosos do Grupo Araxá favoreceram múltiplas capturas e vales encaixados, enquanto os pacotes quartzíticos mais espessos do Grupo Canastra atuaram como barreiras morfoestruturais temporárias, retardando o avanço dos knickpoints e preservando superfícies elevadas, como os chapadões da Zagaia e do Diamante. O modelo proposto integra perturbações regionais do nível de base, herança estrutural e resistência diferencial das rochas, demonstrando que a reorganização da drenagem ocorre de forma segmentada e progressiva, controlada por alinhamentos estruturais e contrastes litológicos. Conclui-se que a rede de drenagem da Serra da Canastra encontra-se em estado transiente, e que a dinâmica dos divisores resulta da interação entre forçantes tectônicas de longa duração e controles litoestruturais locais. A metodologia adotada contribui para o entendimento da evolução da paisagem em ambientes intraplaca e oferece subsídios para estudos semelhantes em outras regiões do Brasil Central.
