Farmácia
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.unifal-mg.edu.br/handle/123456789/2620
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Navegando Farmácia por Assunto "Assistência farmacêutica"
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Item Acesso aberto (Open Access) Perfil de pacientes com artrite psoriásica em uso de Medicamentos Modificadores do Curso da Doença cadastrados no Componente Especializado da Assistência Farmacêutica de Alfenas(2026-05-14) Toledo, Paulo José Silva de; Livonesi, Márcia Cristina; Oliveira, Lisandra Brandino de; Malaquias, Luiz Cosme CottaA Artrite Psoriásica (AP) é uma doença sistêmica inflamatória, crônica, musculoesquelética que atinge, aproximadamente, 40% dos pacientes com psoríase. Essa patologia apresenta inflamação nas articulações e dactilite acompanhada de entesite, além de espondilite e artrite periférica. O tratamento inclui formas não medicamentosas e medicamentosas. O tratamento medicamentoso para a AP compreende o uso de anti-inflamatórios não esteroides, glicocorticoides, imunossupressores, medicamentos modificadores do curso da doença sintéticos, medicamentos modificadores do curso da doença biológicos e medicamentos modificadores do curso da doença alvo específico. Tais tratamentos para a artrite psoriásica são fornecidos pelo Componente Especializado da Assistência Farmacêutica através do Sistema Único de Saúde, os quais são definidos em Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas. O presente trabalho teve como objetivo principal, analisar o perfil dos pacientes com AP, usuários de medicamentos modificadores do curso da doença, que estão cadastrados na Central de Distribuição de Medicamentos (CDM) do município de Alfenas, Minas Gerais (MG). Foi um estudo transversal, descritivo, com análise de planilhas de dados dos pacientes cadastrados na CDM de Alfenas, utilizando o Sistema Integrado de Gerenciamento da Assistência Farmacêutica. Os dados coletados se referem ao período de um ano compreendido de 01/05/2023 a 01/05/2024. O estudo mostrou que a AP afeta homens e mulheres de forma equilibrada, com predominância na faixa dos 51 aos 60 anos. Notou-se que o CID M07.0 é mais comum em mulheres, enquanto o M07.3 prevalece em homens. Quanto ao tratamento, o Adalimumabe é o medicamento mais utilizado, e o Etanercepte apresenta o maior tempo de uso contínuo. A alta taxa de manutenção da terapia inicial indica boa tolerância e eficácia prolongada dos fármacos. Além disso, o acesso aos medicamentos é facilitado pela proximidade geográfica e o acompanhamento é realizado majoritariamente por médicos reumatologistas.Item Embargo Prevalência e fatores associados a eventos adversos a medicamentos em pacientes em necessidade de cuidados paliativos em um hospital de referência no sul de Minas Gerais(2025-11-10) Ribeiro, Maria Fernanda Carvalho; Reis, Tiago Marques dos; Silva, Fernanda Teixeira; Lima, Maria Aduclecia deIntrodução: Os cuidados paliativos englobam cuidado integral para indivíduos com doenças graves ou progressivas. Esses pacientes apresentam sintomas que afetam seu bem-estar, sendo a farmacoterapia fundamental para melhorar a qualidade de vida. Contudo, a polifarmácia pode aumentar o risco de eventos adversos a medicamentos (EAM) e desfechos de saúde desfavoráveis. Objetivo: Verificar a prevalência de EAM em pacientes sob cuidados paliativos. Método: Trata-se de umestudo epidemiológico, observacional e transversal em um hospital de referência no Sul de Minas. Incluíram-se pacientes maior ou igual a 18 anos com internação no setor de cuidados paliativos maior ou igual a 48h. Dados de admissão, óbito ou alta foram coletados via prontuário eletrônico e entrevista com formulário semiestruturado, avaliando prevalência, etiologia, gravidade, causalidade e prevenção dos EAM. Aprovado pelo CEP/UNIFAL-MG (Parecer 6.606.201). Resultados e discussão: Participaram do estudo 46 pacientes, dentro dos quais 22 tiveram óbito. Assim, 24 puderam ter os dados de alta analisados. A prevalência de EAM foi de 73,9%, evidenciando risco para segurança do paciente em cuidados paliativos, além de indicar a necessidade de avaliação específica de EAM para a população estudada. Em relação à etiologia desses eventos, reações adversas a medicamentos (RAM)foram as mais frequentes durante admissão e óbito (51,7% e 81,6% respectivamente), enquanto para alta hospitalar, erros de medicação foram a principal causa (50,0%). Esse achado mostra que RAM podem ser determinantes para piora dos níveis de morbidade em ambientes hospitalares e que há falhas no processo de conciliação medicamentosa, sobremaneira na transição entre os diferentes níveis assistenciais. Quanto à causalidade, os eventos foram considerados como possíveis na admissão e alta (71,0% e 87,5% respectivamente) e como prováveis para óbitos (86,7%). Já a gravidade desses eventos predominou como moderada na admissão (66,7%) e alta (65,4%), mas como grave para casos de óbito (42,1%). Todos os erros de medicação identificados (N=34) foram classificados como preveníveis e poderiam ter sido evitados por meio do monitoramento da evolução do paciente e da prescrição, principalmente em casos de polifarmácia, medicamentos potencialmente inapropriados e sobredosagem. Assim, integração do farmacêutico clínico na equipe de cuidados paliativos pode ser uma estratégia fundamental para a garantia da segurança do paciente e de sua qualidade de vida. Conclusão: Três em cada quatro participantes da pesquisa apresentaram EAM, com predominância de RAM e erros de medicação preveníveis durante a internação, evidenciando a vulnerabilidade dessa população. Protocolos de segurança medicamentosa de farmacovigilância somados à integração do farmacêutico clínico na equipe multidisciplinar podem ser estratégias para melhorar a assistência e a promoção do bem-estar do paciente.
